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28 de mai. de 2011

Anna Pavlova

"Execute o último compasso bem suave" essas foram as últimas palavras de Pavlova, falecida em 1931 e consagrada por ser o cisne mais gracioso que o ballet "Lago dos cisnes" jamais viu. 


Pavlova sem dúvida é um exemplo de talento aplicado na dedicação à dança: ingressou aos dez anos na escola Russa de ballet e desde então foi lapidada pelos melhores mestres. Na verdade, pode-se dizer também que Pavlova aperfeiçoou seus mestres ao passo que eles a aperfeiçoavam porque, antes de Pavlova, a imagem corporal de uma bailarina clássica eram membros compactos e musculosos para que fossem capazes de executar os movimentos que o ballet exigia. Entretanto, com sua simpatia e graça, ela transformou esse ideal em passado e todos começaram a ingressar numa nova forma de ver a execução do ballet: passos suaves e de energia bem distribuida, de modo que permitisse à bailarina transpor seus sentimentos ao público.

Contudo, muito preocupados com a perfeita execução dos movimentos e não muito interessados em sentimentos, alguns críticos russos reprovaram seus métodos. Felizmente tais críticos não foram a maioria e, surpreendendo a todos, Pavlova logo conquistou uma multidão de fãs que se estendiam muito além da Rússia, inspirando renomadas academias de ballet da França e Alemanha.



Hoje, 80 anos após sua morte, permito-me dizer que seu legado foi conquistado com muito sacrifício, superando todos os obstáculos que poderiam impedi-la de alcançar a perfeição na dança. Porém, Pavlova não apenas superou os obstáculos, como também encontrou força necessária para dançar graciosamente sobre as dificuldades e, como se não bastasse, transmitir sua paixão incondicional pela dança para todas as gerações futuras.

Portanto, como bailarina e como pessoa, só posso dizer: Obrigada por viver, Anna Pavlova. 


26 de abr. de 2011

A beleza





As pessoas buscam a beleza, percorrem ideais estéticos inalcançáveis e sacrificam prazeres diversos a fim de estarem de acordo com um molde socialmente admirável. Entretanto, esquecem que a beleza não parte de fora, mas do íntimo, da natureza do ser. A beleza, então, é um ideal mutável - não no ponto de vista das alterações culturais, como a moda - mas sim no quesito da sua ampla adaptação aos mais diversos entendimentos.

Desta forma, o meu entendimento de beleza pode e, arrisco-me dizer, deve ser diferente do seu entendimento. Falo que deve ser diferente, pois o mundo e todas as coisas que nele se encontram têm suas belezas distintas e, se todos acharem bonitas as mesmas coisas que eu acho, as demais acabarão por ficar, de certa forma, esquecidas. É necessário, então, que cada um lance seu olhar sobre o mundo e encontre nele o que acha belo. 

Para finalizar, eis aqui uma pequena demonstração da minha idéia de beleza:

Uma pálida luz ao fim da tarde, tristes versos recitados pela amada, suave melodia, chuva cálida, sorriso simples, olhar sincero, faces coradas, mãos atadas, mar revolto, céu pacífico, violino a cantar, bailarina a dançar, ironia, sinceridade....amor.



                                     Em suma, creio que beleza e amor são sinônimos, 
pois tudo que é belo encontra sua plenitude no amor.


28 de fev. de 2011

Segunda-Feira: Ballet, C.S.C e Toddynho

Olá

Hoje é segunda, como todos podem perceber por meio da observação do posicionamento do sol e da lua ou simplesmente pela observação do calendário do seu computador.

Não tive uma manhã, portanto não há o que falar sobre ela. Os meus relatos começarão a partir da tarde, mais especificamente 14h quando eu estava assistindo filmes que aluguei com @alberthmoreira no fim de semana antes de irmos ao cinema assistir mais filmes.

Enfim, assisti 'O ultimo exorcismo' que, na minha opinião, não deveria nem ser chamado de filme e FINALMENTE 'A.I- Inteligência Artificial' que diga-se de passagem, um dos melhores da minha vida! Mas não vou falar desses filmes hoje, pois vou pular logo para quando terminei de chorar até com os créditos de A.I, olhei para o relógio e descobri que estava muito atrasada para o ballet. Detalhe: da minha casa para o centro, onde treino, costuma variar entre 40 a 45 minutos!

Corri. Coque mal acabado, meia calça trocada, sem dinheiro para comer e tudo doido e pela metade, mas cheguei a tempo. (Obs.: Se você também faz ballet e costuma se atrasar , entende o que eu passei. Se você não faz, saiba que numa classe de ballet é melhor você faltar que chegar atrasado, pois além de não poder fazer a aula desde o começo - o que é fundamental- você desconcentrará os alunos e eventualmente o professor também.)

Como eu disse antes, dentro do ônibus ainda esperei 40 minutos para chegar ao meu destino o que me deu tempo suficiente para ler mais um pouco de 'Cidade Sinistra dos Corvos' livro 7/13 de DeS (Desventuras em Série). Neste livro, os órfaos vão para uma cidade chamada C.S.C, uma pista falsa do paradeiro dos seus amigos trigêmios. Lá eles têm como tutores toda uma cidade, o que aumentaria as chances dos órfãos terem tutores que realmente os protejam do seu arqui-inimigo, entretanto a tradição de desventuras, traições e desgostos se repete e, mais uma vez, os desafortunados -porém riquíssimos- órfãos caem nas garras do vilão mais monstruoso da história dos livros: Olaf.



Saindo do ballet, enfrentei mais 40 minutos para chegar em meu 'doce lar', morta de cansada e com fome, pois sai sem dinheiro e não pude comprar nem uma uva após o treino. Sem forças, não li mais nada de DeS na volta e nem consegui dormir. Aguentei 40 longos minutos de paisagens borradas passando pela janela, também dois pedintes com sua tentação de jujubas e outros doces hiper atraentes ao meu estômago faminto, entretanto não tão atraentes ao meu bolso sem grana...

Chegando em casa, comi dignamente bem: Batatas cozidas e temperadas, carne cozida, arroz quentinho, depois mais um lanchinho e não me importei de devorar o lanche logo após o jantar: pão integral e Toddynho ou simplesmente, mas deliciosamete Todinho!

Logo depois de comer, me senti um Sims¹ com sua barrinha de fome reestabelecida! Que sensação maravilhosa!!! *-*

1: Sims do jogo The Sims. Sabem??


Agora cá estou eu, próxima das 23h, porém longe de dormir.


Au Revoir! =*




3 de fev. de 2011

Mudança de planos

              O plano era escrever todos os dias, mas nem todos os dias são interessantes a ponto de gerarem um post. Também era um plano criar poesias, contos, crônicas, dar continuidade ao recanto das letras, etc. Segui tudo isso à risca até uns meses atrás, entretanto algumas coisas mudaram, não no conteúdo dos meus dias, mas na minha cabeça.

             Percebi que há mais poesia em viver alguns momentos sem se importar em documentá-los; afinal, quem se lembrará do dia divertido, chato, triste ou polêmico que você viveu em determinado post? A única pessoa provável que se lembrará será você mesmo, exceto alguns amigos que se importam com  seus assuntos pessoais, mas estes certamente não apenas leram seu post para saber do seu dia, eles estavam com você e ouviram pessoalmente cada detalhe das suas aventuras.

           Não desmerecendo os diários online -como o meu- mas valorizando a poesia do momento, o fotografar coisas belas, ver a poesia em tudo que nos cerca, valorizar a simplicidade, espontaneidade e doçura. ;)

           E para finalizar, este vídeo que achei no blog "Jeitinho de bailarina". Gostei dele, pois além de ser muito artístico, traz Lacrimosa como trilha sonora. Perfeito!

Enjoy!

BALLERINA! from Matthew Brown on Vimeo.




14 de ago. de 2010

Dançar é...


O beijo do esquecimento
A poesia ao vento
Abraço ao relento
Transbordando sentimento

A falta do ter
A complexidade de ser
O não querer
Viver um simples viver

A chama de amar
O frio a secar
Lágrimas caindo sem chorar
Eternamente a dançar...

22 de jul. de 2010

A história de dois solitários


              Era uma vez uma poesia. Esta poesia foi concebida numa noite sem lua, quando dois amantes se viram pela última vez. Desde então, esta poesia percorre as páginas esquecidas do sentimento e tristemente procura alguém a quem possa amar. Eis a poesia solitária:

Preciso do teu abraço,
da tua voz no pé do meu ouvido.

Preciso que a chuva continue,
para que fiques aqui comigo.

Preciso da tua mão, no meu corpo a descobrir.
Preciso do teu sorriso, para minh'alma colorir.

[Preciso de ti]

                    O que a Poesia Solitária não sabia era que não muito distante, existia uma Bailarina que vivia igualmente só. Sua dança suave transmitia a dor de alguém que não tinha a quem amar...



                   Foi quando uma brisa leve arrastou a Poesia Solitária até os pés da Bailarina; ela abaixou-se para pegar a folha de papel, leu cada linha da Poesia Solitária e sorriu alegremente.
                   Desta forma, a poesia solitária e a bailarina uniram suas tristezas e nunca mais sentiram-se sós. 

FIM!

Obs.:  Apesar de eu ter escolhido dois personagens lúdicos para ilustrar esta história, jamais duvidem da veracidade da mesma.

29 de jun. de 2010

Qual o valor das promessas?

Escrevo o post de hoje um pouco chateada com algumas atitudes que observo por aí em relação às promessas.
Em primeiro lugar, um trecho de uma matéria do Imirante, que divulga a promessa do então Secretário de Cultura do Estado (Luiz Bulcão) sobre a IV Semana Maranhense de Dança, que ocorreu em 2009:

"Na solenidade de abertura, uma suprersa para quem espera o ano inteiro pelo evento. O secretário de Cultura do Estado, Luiz Bulcão, anunciou que em 2010 vão ser realizadas duas semanas de dança com o objetivo de fortalecer ainda mais a arte no Estado."
E ainda disse mais:
"A semana de dança é um incentivo para a platéia prestigiar e oportunidade para os artistas mostrarem o talento"
Em 2010 seria, então, a V Semana Maranhense de Dança, seguido da VI Semana - Arte e Oportunidades em dobro! É Claro que, na ocasião, a comunidade artística ficou extasiada; entretanto, o engraçado de todo este discurso bem intencionado é que 2010 chegou e ainda não fomos informados de nenhuma programação da V Semana de dança (nem perguntarei pela VI), cujo prazo de início já está mais que atrasado. Ou seja, além de prometer uma segunda Semana de Dança e não cumprir a promessa, ainda vai nos privar do que tínhamos antes? Que vergonha, Secretário!

Ainda estamos aguardando a resolução deste caso, esperamos que a promessa seja honrada; afinal, trata-se de um evento que envolve e mobiliza todo o Estado do Maranhão e vizinhos a favor da arte.

Algumas fotos da Semana de Dança de 2009:















 O que justifica apagar o brilho destes e tantos outros talentos da dança? 

19 de mai. de 2010

Confissão de bailarina





Esteticamente tenho que transmitir suavidade. Devo parecer voar e experimentar sentimentos inéditos para quem está do lado de lá, na platéia.
Cada movimento, cada giro, cada salto. Meus sentimentos se misturam em cada um deles.
Meus olhos de vez em quando encaram olhos que nunca vi antes; as luzes mudam e as sensações também.
A coreografia me diz se é hora de estar feliz, esperançosa, triste ou apaixonada. Um jogo teatral perfeito misturando-se com a musicalidade e a beleza da dança.
Tudo limpo, brilhoso e espetacular por fora... Afinal, é tudo uma grande festa - todos usam máscaras mesmo na falta delas. Mas, como toda festa, chega a hora de dispensar os convidados, essa é a hora que as luzes se apagam, os aplausos cessam e o brilho das roupas se rende à escuridão inóspita da noite. Nessa hora deixo de ser a princesa, a plebéia, a dama ou a rainha para ser simplesmente Pollyana. Tristezas e incertezas. Lágrimas e escuridão. Pollyana.

16 de mar. de 2010

A minha dança


Vivo do som e da música que embalam meus passos, da sinfonia dissonante que atua em meu corpo quando danço. Não faço uso de técnica, tampouco de coreografias, apenas danço o momento de se dançar, pois não há melhor coreógrafo que a alma. Quando eu danço, sinto dentro de mim uma inquietude latente que me obriga a ser puramente sentimento: sem preconceito, sem ego, sem o próprio tempo. Não quero aplausos nem platéia, quero apenas o sentimento de dançar, porque dança não é admiração, dança é a existência com todas as tristezas e incertezas que se têm para viver - e faço tudo isso porque quando danço, vivo e enquanto eu viver, dançarei.

8 de mar. de 2010

Proposta de emprego = off.



Quem leu alguns posts de janeiro, sabe que eu estava louca por um trabalho. Mesmo que não fosse grande coisa, eu queria ter meu dinheiro e ter uma carteira assinada para me aposentar mais rápido (Pensando no futuro rs) Pois então, hoje de manhã eu recebi minha primeira proposta de emprego, mas recusei depois de duas horas. O 'dito cujo' tratava-se de dar aula de ballet para crianças de 4 a 9 anos. Primeiramente, fiquei super empolgada, afinal, era ballet que eu iria ensinar..mas, pensando melhor no assunto, tinha a parte das crianças!
Dar aulas para crianças deve ser muito complicado porque muitos pais matriculam suas filhas e raros filhos no ballet para que melhorem sua disciplina dentro de casa e na escola. Acho que eles pensam que pagar uma professora sai mais barato que pagar pscicóloga, de fato, é mais barato, mas tenha dó!
Além disso, eu sou péssima em agradar criança, não sei deixá-las bem, sorrindo.. E não sei fazer dinâmicas infantis! Resumindo tudo, meu negócio mesmo é com gente grande. (Falou a adulta =D)
Por isso tudo, liguei para minha ex futura chefe dizendo que eu não posso aceitar a proposta, pois tenho problema com horários, já que ainda estudo (desculpa qualquer, para não dizer que to com medo de enfrentar as pestinhas), enfim, pedi desculpas e indiquei uma amiga que se dá super bem com crianças.. Tirei um peso de três toneladas das minhas costas! Parabéns para mim!
P.S.: Falando em parabéns, hoje é o dia mais florido, perfumado e bonito do ano! Mulheres, unidas, jamais serão vencidas \o/ kkkk


Beijo =*

4 de mar. de 2010

Vivaldi

Talvez por todos os meus anos dedicados à dança clássica ou simplesmente pelo fato de que sua música é realmente cativante, eu digo: "Há quase quatro séculos atrás nascia um dos maiores compositores que a história da música viu: Antonio Vivaldi. Em sua homenagem, a página inicial da google ficou desta forma hoje:


Muita gente conhece o trabalho de Vivaldi, mas poucos sabem que a maior parte dessas obras só foi descoberta na segunda metade do século passado, ou seja, todas as maravilhas que ouvimos hoje passaram mais de dois séculos em pleno anonimato. Por que? Simples - Vivaldi, que sofria de asma, vendera a maior parte de seus manuscritos a preços irrelevantes para que pudesse viajar à Viena e se tratar na corte de Carlos VI, rei vigente, que era fã particular das suas melodias. Entretanto, para azar de Vivaldi, ao chegar em seu destino, o rei morre e ele fica a ver navios: pobre, anônimo e asmático num país desconhecido. Resultado, morreu pouco tempo depois e foi enterrado como todos os outros cidadãos ditos "sem família", sem nenhuma homenagem, nenhum epitáfio e muito menos o que ele mais queria, o reconhecimento merecido.
-
Fato é que hoje as suas composições não são apenas muito famosas, mas também admiradas por milhares de apaixonados pelas óperas, concertos, sonatas, serenatas., etc. Nada mais natural, já que as composições de Vivaldi são tão notórias pela simplicidade que ele teve de "converter" a música clássica ao gosto popular, ou seja, nivelar sua arte para que todos pudessem contemplá-la, não apenas a minoria intelectual da época. 

O céu está coberto de nuvens escuras, 
anunciado por relâmpagos e trovões. 
Mas quando eles são silenciados, os passarinhos 
voltam a encher o ar com a sua canção.

Trecho de "As quatro estações, o concerto mais famoso de Vivaldi.
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28 de mai. de 2011

Anna Pavlova

"Execute o último compasso bem suave" essas foram as últimas palavras de Pavlova, falecida em 1931 e consagrada por ser o cisne mais gracioso que o ballet "Lago dos cisnes" jamais viu. 


Pavlova sem dúvida é um exemplo de talento aplicado na dedicação à dança: ingressou aos dez anos na escola Russa de ballet e desde então foi lapidada pelos melhores mestres. Na verdade, pode-se dizer também que Pavlova aperfeiçoou seus mestres ao passo que eles a aperfeiçoavam porque, antes de Pavlova, a imagem corporal de uma bailarina clássica eram membros compactos e musculosos para que fossem capazes de executar os movimentos que o ballet exigia. Entretanto, com sua simpatia e graça, ela transformou esse ideal em passado e todos começaram a ingressar numa nova forma de ver a execução do ballet: passos suaves e de energia bem distribuida, de modo que permitisse à bailarina transpor seus sentimentos ao público.

Contudo, muito preocupados com a perfeita execução dos movimentos e não muito interessados em sentimentos, alguns críticos russos reprovaram seus métodos. Felizmente tais críticos não foram a maioria e, surpreendendo a todos, Pavlova logo conquistou uma multidão de fãs que se estendiam muito além da Rússia, inspirando renomadas academias de ballet da França e Alemanha.



Hoje, 80 anos após sua morte, permito-me dizer que seu legado foi conquistado com muito sacrifício, superando todos os obstáculos que poderiam impedi-la de alcançar a perfeição na dança. Porém, Pavlova não apenas superou os obstáculos, como também encontrou força necessária para dançar graciosamente sobre as dificuldades e, como se não bastasse, transmitir sua paixão incondicional pela dança para todas as gerações futuras.

Portanto, como bailarina e como pessoa, só posso dizer: Obrigada por viver, Anna Pavlova. 


26 de abr. de 2011

A beleza





As pessoas buscam a beleza, percorrem ideais estéticos inalcançáveis e sacrificam prazeres diversos a fim de estarem de acordo com um molde socialmente admirável. Entretanto, esquecem que a beleza não parte de fora, mas do íntimo, da natureza do ser. A beleza, então, é um ideal mutável - não no ponto de vista das alterações culturais, como a moda - mas sim no quesito da sua ampla adaptação aos mais diversos entendimentos.

Desta forma, o meu entendimento de beleza pode e, arrisco-me dizer, deve ser diferente do seu entendimento. Falo que deve ser diferente, pois o mundo e todas as coisas que nele se encontram têm suas belezas distintas e, se todos acharem bonitas as mesmas coisas que eu acho, as demais acabarão por ficar, de certa forma, esquecidas. É necessário, então, que cada um lance seu olhar sobre o mundo e encontre nele o que acha belo. 

Para finalizar, eis aqui uma pequena demonstração da minha idéia de beleza:

Uma pálida luz ao fim da tarde, tristes versos recitados pela amada, suave melodia, chuva cálida, sorriso simples, olhar sincero, faces coradas, mãos atadas, mar revolto, céu pacífico, violino a cantar, bailarina a dançar, ironia, sinceridade....amor.



                                     Em suma, creio que beleza e amor são sinônimos, 
pois tudo que é belo encontra sua plenitude no amor.


28 de fev. de 2011

Segunda-Feira: Ballet, C.S.C e Toddynho

Olá

Hoje é segunda, como todos podem perceber por meio da observação do posicionamento do sol e da lua ou simplesmente pela observação do calendário do seu computador.

Não tive uma manhã, portanto não há o que falar sobre ela. Os meus relatos começarão a partir da tarde, mais especificamente 14h quando eu estava assistindo filmes que aluguei com @alberthmoreira no fim de semana antes de irmos ao cinema assistir mais filmes.

Enfim, assisti 'O ultimo exorcismo' que, na minha opinião, não deveria nem ser chamado de filme e FINALMENTE 'A.I- Inteligência Artificial' que diga-se de passagem, um dos melhores da minha vida! Mas não vou falar desses filmes hoje, pois vou pular logo para quando terminei de chorar até com os créditos de A.I, olhei para o relógio e descobri que estava muito atrasada para o ballet. Detalhe: da minha casa para o centro, onde treino, costuma variar entre 40 a 45 minutos!

Corri. Coque mal acabado, meia calça trocada, sem dinheiro para comer e tudo doido e pela metade, mas cheguei a tempo. (Obs.: Se você também faz ballet e costuma se atrasar , entende o que eu passei. Se você não faz, saiba que numa classe de ballet é melhor você faltar que chegar atrasado, pois além de não poder fazer a aula desde o começo - o que é fundamental- você desconcentrará os alunos e eventualmente o professor também.)

Como eu disse antes, dentro do ônibus ainda esperei 40 minutos para chegar ao meu destino o que me deu tempo suficiente para ler mais um pouco de 'Cidade Sinistra dos Corvos' livro 7/13 de DeS (Desventuras em Série). Neste livro, os órfaos vão para uma cidade chamada C.S.C, uma pista falsa do paradeiro dos seus amigos trigêmios. Lá eles têm como tutores toda uma cidade, o que aumentaria as chances dos órfãos terem tutores que realmente os protejam do seu arqui-inimigo, entretanto a tradição de desventuras, traições e desgostos se repete e, mais uma vez, os desafortunados -porém riquíssimos- órfãos caem nas garras do vilão mais monstruoso da história dos livros: Olaf.



Saindo do ballet, enfrentei mais 40 minutos para chegar em meu 'doce lar', morta de cansada e com fome, pois sai sem dinheiro e não pude comprar nem uma uva após o treino. Sem forças, não li mais nada de DeS na volta e nem consegui dormir. Aguentei 40 longos minutos de paisagens borradas passando pela janela, também dois pedintes com sua tentação de jujubas e outros doces hiper atraentes ao meu estômago faminto, entretanto não tão atraentes ao meu bolso sem grana...

Chegando em casa, comi dignamente bem: Batatas cozidas e temperadas, carne cozida, arroz quentinho, depois mais um lanchinho e não me importei de devorar o lanche logo após o jantar: pão integral e Toddynho ou simplesmente, mas deliciosamete Todinho!

Logo depois de comer, me senti um Sims¹ com sua barrinha de fome reestabelecida! Que sensação maravilhosa!!! *-*

1: Sims do jogo The Sims. Sabem??


Agora cá estou eu, próxima das 23h, porém longe de dormir.


Au Revoir! =*




3 de fev. de 2011

Mudança de planos

              O plano era escrever todos os dias, mas nem todos os dias são interessantes a ponto de gerarem um post. Também era um plano criar poesias, contos, crônicas, dar continuidade ao recanto das letras, etc. Segui tudo isso à risca até uns meses atrás, entretanto algumas coisas mudaram, não no conteúdo dos meus dias, mas na minha cabeça.

             Percebi que há mais poesia em viver alguns momentos sem se importar em documentá-los; afinal, quem se lembrará do dia divertido, chato, triste ou polêmico que você viveu em determinado post? A única pessoa provável que se lembrará será você mesmo, exceto alguns amigos que se importam com  seus assuntos pessoais, mas estes certamente não apenas leram seu post para saber do seu dia, eles estavam com você e ouviram pessoalmente cada detalhe das suas aventuras.

           Não desmerecendo os diários online -como o meu- mas valorizando a poesia do momento, o fotografar coisas belas, ver a poesia em tudo que nos cerca, valorizar a simplicidade, espontaneidade e doçura. ;)

           E para finalizar, este vídeo que achei no blog "Jeitinho de bailarina". Gostei dele, pois além de ser muito artístico, traz Lacrimosa como trilha sonora. Perfeito!

Enjoy!

BALLERINA! from Matthew Brown on Vimeo.




14 de ago. de 2010

Dançar é...


O beijo do esquecimento
A poesia ao vento
Abraço ao relento
Transbordando sentimento

A falta do ter
A complexidade de ser
O não querer
Viver um simples viver

A chama de amar
O frio a secar
Lágrimas caindo sem chorar
Eternamente a dançar...

22 de jul. de 2010

A história de dois solitários


              Era uma vez uma poesia. Esta poesia foi concebida numa noite sem lua, quando dois amantes se viram pela última vez. Desde então, esta poesia percorre as páginas esquecidas do sentimento e tristemente procura alguém a quem possa amar. Eis a poesia solitária:

Preciso do teu abraço,
da tua voz no pé do meu ouvido.

Preciso que a chuva continue,
para que fiques aqui comigo.

Preciso da tua mão, no meu corpo a descobrir.
Preciso do teu sorriso, para minh'alma colorir.

[Preciso de ti]

                    O que a Poesia Solitária não sabia era que não muito distante, existia uma Bailarina que vivia igualmente só. Sua dança suave transmitia a dor de alguém que não tinha a quem amar...



                   Foi quando uma brisa leve arrastou a Poesia Solitária até os pés da Bailarina; ela abaixou-se para pegar a folha de papel, leu cada linha da Poesia Solitária e sorriu alegremente.
                   Desta forma, a poesia solitária e a bailarina uniram suas tristezas e nunca mais sentiram-se sós. 

FIM!

Obs.:  Apesar de eu ter escolhido dois personagens lúdicos para ilustrar esta história, jamais duvidem da veracidade da mesma.

29 de jun. de 2010

Qual o valor das promessas?

Escrevo o post de hoje um pouco chateada com algumas atitudes que observo por aí em relação às promessas.
Em primeiro lugar, um trecho de uma matéria do Imirante, que divulga a promessa do então Secretário de Cultura do Estado (Luiz Bulcão) sobre a IV Semana Maranhense de Dança, que ocorreu em 2009:

"Na solenidade de abertura, uma suprersa para quem espera o ano inteiro pelo evento. O secretário de Cultura do Estado, Luiz Bulcão, anunciou que em 2010 vão ser realizadas duas semanas de dança com o objetivo de fortalecer ainda mais a arte no Estado."
E ainda disse mais:
"A semana de dança é um incentivo para a platéia prestigiar e oportunidade para os artistas mostrarem o talento"
Em 2010 seria, então, a V Semana Maranhense de Dança, seguido da VI Semana - Arte e Oportunidades em dobro! É Claro que, na ocasião, a comunidade artística ficou extasiada; entretanto, o engraçado de todo este discurso bem intencionado é que 2010 chegou e ainda não fomos informados de nenhuma programação da V Semana de dança (nem perguntarei pela VI), cujo prazo de início já está mais que atrasado. Ou seja, além de prometer uma segunda Semana de Dança e não cumprir a promessa, ainda vai nos privar do que tínhamos antes? Que vergonha, Secretário!

Ainda estamos aguardando a resolução deste caso, esperamos que a promessa seja honrada; afinal, trata-se de um evento que envolve e mobiliza todo o Estado do Maranhão e vizinhos a favor da arte.

Algumas fotos da Semana de Dança de 2009:















 O que justifica apagar o brilho destes e tantos outros talentos da dança? 

19 de mai. de 2010

Confissão de bailarina





Esteticamente tenho que transmitir suavidade. Devo parecer voar e experimentar sentimentos inéditos para quem está do lado de lá, na platéia.
Cada movimento, cada giro, cada salto. Meus sentimentos se misturam em cada um deles.
Meus olhos de vez em quando encaram olhos que nunca vi antes; as luzes mudam e as sensações também.
A coreografia me diz se é hora de estar feliz, esperançosa, triste ou apaixonada. Um jogo teatral perfeito misturando-se com a musicalidade e a beleza da dança.
Tudo limpo, brilhoso e espetacular por fora... Afinal, é tudo uma grande festa - todos usam máscaras mesmo na falta delas. Mas, como toda festa, chega a hora de dispensar os convidados, essa é a hora que as luzes se apagam, os aplausos cessam e o brilho das roupas se rende à escuridão inóspita da noite. Nessa hora deixo de ser a princesa, a plebéia, a dama ou a rainha para ser simplesmente Pollyana. Tristezas e incertezas. Lágrimas e escuridão. Pollyana.

16 de mar. de 2010

A minha dança


Vivo do som e da música que embalam meus passos, da sinfonia dissonante que atua em meu corpo quando danço. Não faço uso de técnica, tampouco de coreografias, apenas danço o momento de se dançar, pois não há melhor coreógrafo que a alma. Quando eu danço, sinto dentro de mim uma inquietude latente que me obriga a ser puramente sentimento: sem preconceito, sem ego, sem o próprio tempo. Não quero aplausos nem platéia, quero apenas o sentimento de dançar, porque dança não é admiração, dança é a existência com todas as tristezas e incertezas que se têm para viver - e faço tudo isso porque quando danço, vivo e enquanto eu viver, dançarei.

8 de mar. de 2010

Proposta de emprego = off.



Quem leu alguns posts de janeiro, sabe que eu estava louca por um trabalho. Mesmo que não fosse grande coisa, eu queria ter meu dinheiro e ter uma carteira assinada para me aposentar mais rápido (Pensando no futuro rs) Pois então, hoje de manhã eu recebi minha primeira proposta de emprego, mas recusei depois de duas horas. O 'dito cujo' tratava-se de dar aula de ballet para crianças de 4 a 9 anos. Primeiramente, fiquei super empolgada, afinal, era ballet que eu iria ensinar..mas, pensando melhor no assunto, tinha a parte das crianças!
Dar aulas para crianças deve ser muito complicado porque muitos pais matriculam suas filhas e raros filhos no ballet para que melhorem sua disciplina dentro de casa e na escola. Acho que eles pensam que pagar uma professora sai mais barato que pagar pscicóloga, de fato, é mais barato, mas tenha dó!
Além disso, eu sou péssima em agradar criança, não sei deixá-las bem, sorrindo.. E não sei fazer dinâmicas infantis! Resumindo tudo, meu negócio mesmo é com gente grande. (Falou a adulta =D)
Por isso tudo, liguei para minha ex futura chefe dizendo que eu não posso aceitar a proposta, pois tenho problema com horários, já que ainda estudo (desculpa qualquer, para não dizer que to com medo de enfrentar as pestinhas), enfim, pedi desculpas e indiquei uma amiga que se dá super bem com crianças.. Tirei um peso de três toneladas das minhas costas! Parabéns para mim!
P.S.: Falando em parabéns, hoje é o dia mais florido, perfumado e bonito do ano! Mulheres, unidas, jamais serão vencidas \o/ kkkk


Beijo =*

4 de mar. de 2010

Vivaldi

Talvez por todos os meus anos dedicados à dança clássica ou simplesmente pelo fato de que sua música é realmente cativante, eu digo: "Há quase quatro séculos atrás nascia um dos maiores compositores que a história da música viu: Antonio Vivaldi. Em sua homenagem, a página inicial da google ficou desta forma hoje:


Muita gente conhece o trabalho de Vivaldi, mas poucos sabem que a maior parte dessas obras só foi descoberta na segunda metade do século passado, ou seja, todas as maravilhas que ouvimos hoje passaram mais de dois séculos em pleno anonimato. Por que? Simples - Vivaldi, que sofria de asma, vendera a maior parte de seus manuscritos a preços irrelevantes para que pudesse viajar à Viena e se tratar na corte de Carlos VI, rei vigente, que era fã particular das suas melodias. Entretanto, para azar de Vivaldi, ao chegar em seu destino, o rei morre e ele fica a ver navios: pobre, anônimo e asmático num país desconhecido. Resultado, morreu pouco tempo depois e foi enterrado como todos os outros cidadãos ditos "sem família", sem nenhuma homenagem, nenhum epitáfio e muito menos o que ele mais queria, o reconhecimento merecido.
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Fato é que hoje as suas composições não são apenas muito famosas, mas também admiradas por milhares de apaixonados pelas óperas, concertos, sonatas, serenatas., etc. Nada mais natural, já que as composições de Vivaldi são tão notórias pela simplicidade que ele teve de "converter" a música clássica ao gosto popular, ou seja, nivelar sua arte para que todos pudessem contemplá-la, não apenas a minoria intelectual da época. 

O céu está coberto de nuvens escuras, 
anunciado por relâmpagos e trovões. 
Mas quando eles são silenciados, os passarinhos 
voltam a encher o ar com a sua canção.

Trecho de "As quatro estações, o concerto mais famoso de Vivaldi.