28 de mar de 2011

Segunda-feira

Um tempo atrás assisti a um filme chamado "A caixa". Nele, um casal em dívidas recebe uma estranha caixa contendo um botão e paralelamente uma proposta: Apertando o botão, o casal ganhará 1 milhão de dólares; entretanto, uma pessoa (que eles não conhecem) em qualquer parte do mundo, morrerá.

Passa-se, então, uma corrida contra o tempo e a dúvida inevitável entre apertar e receber a solução de seus problemas ou não apertar e não ter que sacrificar alguém.

Apesar de meus dedos estarem formigando neste momento para eu contar mais sobre o filme, não o farei. Simplesmente porque quero muito que você o assista, independepende de quem esteja lendo este post, pois acredito que o conhecimento deve ser disseminado e irão adquiri-lo melhor assistindo ao filme e não neste curto post.

Entretanto, é necessário dizer que eles apertarão o botão, escolhendo o seu bem pessoal ao bem da maioria. É claro que a maioria aqui está representada pela vida de uma pessoa que morrerá após a escolha de apertar o botão. Não é maioria absoluta, mas no contexto filosófico do filme, esta vida representa a vida de toda uma sociedade que espera passivamente para morrer ao toque de um botão.


No entanto, se o casal do filme conhecesse a filosofia de Platão, logo saberiam que fizeram a pior escolha da vida deles - como puderam constatar na experiência mais tarde. 

Platão diz que o homem justo e bom é aquele que escolhe o bem da maioria mesmo que isto implique em sacrificar seu bem pessoal; pois caso contrário, o injusto (você, no caso) estaria fadado às ruinas, a uma vida sem virtudes. 

E foi este conhecimento que faltou aos protagonistas. Mas não poderá, necessariamente, faltar a você também.

Pense Nisto e boa semana a todos!!

Por favor. Apenas ouça.

24 de mar de 2011

Justin Bieber, corra pra delegacia da mulher, sua linda!




Quinta-feira e Sempre


Meus devaneios, no momento em que os vejo, são apenas devaneios. Talvez por isso a idéia da morte me atormenta, lembrando-me o quão dependente sou. 
Entretanto, conhecer minha dependência me dá asas; e eu as uso para voar feliz ao seu encontro, pois não há lugar no mundo em que eu queira estar se não ao seu lado, segurando a sua mão e sabendo que a minha alma é apaixonadamente sua.


Eu te amo, Alberth Moreira. 





20 de mar de 2011

Sábado: Irmãos de sangue.


Acabo de assistir a um filme chamado "Irmãos de Sangue". A princípio, imaginei que seria mais um filme que um mesmo cara interpretasse dois papéis e que, no final, todos ficariam admirados com sua maravilhosa atuação. Claro que a atuação é realmente muito boa e, se não fosse tamanho profissionalismo por parte do elenco, o filme não me motivasse a escrever esta análise. Entretanto, o filme vai muito além. Para começar, algo que me surpreendeu foi a sinopse que encontrei na net sobre o mesmo. Sinopse não era para dar uma prévia do filme de modo que fizesse com que os leitores se tornassem futuros espectadores do filme em questão? Desta forma, no mínimo a sinopse deveria falar de como o filme é e não resumir superficialmente e preguiçosamente em algumas linhas um filme que merece uma página inteira a seu respeito. Infelizmente, devo avisá-los de que minha proposta com este texto não é reescrever a sinopse, mas sim analisar filosoficamente o filme, ou seja, se você não assistiu ao filme e não tem intenção de assisti-lo, não acho que seja muito válido continuar a leitura, mas eu o indico a todos, sobretudo aos meus companheiros acadêmicos de filosofia na Federal do Maranhão.

Sem mais delongas, analisem por si mesmos a pseudo-sinopse que encontrei na net:


"Bill e Brady Kincaid (Edward Norton) são gêmeos idênticos, mas levam vidas bem diferentes. Um deles é professor de filosofia, enquanto que o outro é traficante de drogas. Quando o professor é confundido com seu irmão, ele passa a ser perseguido por vários clãs do narcotráfico, que desejam vê-lo morto." Retirado do AmoCinema.com

 Edward Norton
 
O AmoCinema.com classificou o filme como Drama e outro site pesquisado o classificou, vergonhosamente, como comédia policial. É claro que discordo das duas classificações, pois apesar de o filme ter uma pitada de drama, não é o seu foco. Desta maneira, me permito sair das regras de classificação de gênero para filmes e inventar um gênero novo, chamado "disfarçadamente filosófico". A seguir explicarei o porquê.


O filme inicia com o professor de filosofia (Bill) explicando à sua classe - muito interessada, por sinal- uma obra de Platão. Obra esta que qualquer calouro de filosofia já estudou na vida, portanto, é acessível e de moderada compreensão. A obra escolhida para iniciar o filme foi "O banquete", obra sobre o amor e, sobretudo, sobre a paixão. Não apenas a paixão romântica, mas sim a paixão arbitrária que exercemos sobre a vida e, por conseguinte, o desequilíbrio que recebemos por possuí-la.

A questão inicial que devemos fazer neste ponto é: Por que Tim Blake Nelson (autor do filme) escolheu esta obra para ponto de partida de todo o seu filme. Será que foi apenas uma forma de mostrar que seu protagosnista é professor de filosofia e, portanto, leciona sobre obras filosóficas ou será que existem motivações escondidas nesta escolha?

Continuei assistindo ao filme com este questionamento na cabeça e, ao passo que as tramas iriam se desenrolando, pude notar que não haveria obra filosófica mais apropriada para iniciar este filme senão O Banquete, pelo simples fato de que o filme inteiro é uma louca releitura da obra. Contudo, como eu disse no início, é um filme disfarçadamente filosófico, ou seja, suas discussões e polêmicas implícitas fazem com que o público alvo do filme não seja tão direcionado, de forma que se agrade dele todos os tipos de pessoas, com seus mais variados níveis de saber.

Durante sua aula, o professor Bill explica como aconteceu O Banquete, cita Alcibíades e sobre a paixão que este sentia por Sócrates. Fala também que Alcibíades era rico e até certo ponto bonito, ao passo que Sócrates era desprovido de maiores bens naturais e materiais. Como é explicitado, a maior fortuna de Sócrates era sua sabedoria e, portanto, todos queriam estar próximo dele para que se abastacessem da mesma. Contudo, esta paixão não correspondida tirava de Alcibíades todo o seu equilíbrio vital e, neste ponto, não mais interessavam os bens materiais e sua beleza natural. Por isto, o equilíbrio é o ponto chave deste filme.

Não é retratada em primeiro plano a paixão romântica, mas duas paixões distintas que levam ambos os portadores ao desequilíbrio inevitável. A primeira paixão retratada é a do professor pela sua vida acadêmica bem sucedida, paixão esta que culmina na perda de tudo que ele lutou e estudou para conseguir. Não a perda forçada mas a perda por escolha, pois o próprio professor percebeu ao final do filme que tudo aquilo que ele considerou correto para si era, na verdade, errado. O equilíbrio que ele pensou ter encontrado não era equilíbrio, mas sim a busca por ele. Entretanto, quando se busca o quilíbrio, se permanece no desequilíbrio até achá-lo. E assim o professor entendeu que seus valores estavam invertidos.

A segunda paixão retratada é a do traficante (Brady) pela vida livre. Desprovido de quaisquer regras ou doutrinas, Brady cultivava maconha em uma espécie de estufa caseira que ele mesmo projetou. O engraçado é que por mais que Brady fosse "livre" de correntes ortodoxas, ele desenvolveu em sua estufa um revolucionário sistema de plantio que não utilizada nenhum produto senão a água pura. Fato este que o concedeu uma grande quantidade de erva, por conseguinte, chamando a atenção dos demais traficantes do Estado, causando a sua morte mais tarde.

Além desta discussão sobre equilíbrio/desequilíbrio, outro fator que caracteriza o filme como disfarçadamente filosófico são as discussões implícitas em determinadas cenas abaixo citadas:

  • Bill conhece um Judeu no avião. O Judeu pergunta o que Bill faz da vida, este responde que é professor de filosofia clássica, por sua vez, o judeu sorri e diz: "Não é muito útil nos dias de hoje, não é mesmo?" Bill educadamente sorri de volta e replica: "Creio que a humanidade não tenha mudado muito". Ou seja, as discussões são as mesmas por mais que o cenário tenha se alterado.
Esta cena traz à tona toda a antiga discussão do papel da filosofia na sociedade moderna e sobre isto, limito-me a dizer: Se a filosofia não encontra lugar de atuação, nenhuma outra ciência ou estudo encontrará.
  • Um tabu que ronda os estudantes de filosofia é sobre o consumo de drogas e bebidas alcóolicas dos mesmos, retratado no filme da seguinte forma: Brady (traficante) pede que Bill (professor) experimente a erva que ele cultiva. Brady diz que será só uma "tragada", apenas para experimentar e Bill fala: "Eu ganho a vida com a minha mente, prefiro mantê-la limpa" Entretanto, depois de mais insistência do irmão, o professor acaba cedendo. (?)
Imagem acima retrata o momento em que o professor nega experimentar a erva do irmão.

  • Brady pergunta a Bill por que os filósofos limitam-se a escrever sobre os pensamentos de outros filósofos. Por que muito raramente eles escrevem sobre suas próprias teorias. Será que é mais nobre entender o que os clássicos disseram? Falta, neste ponto, descobrir a nobreza que existe em caminhar por um lugar ainda não demarcado. Abro um parênteses para uma discussão que tivemos na semana passada durante uma aula de filosofia antiga. A aluna disse: "Professor, quando imaginamos ter pensado sobre algo novo, descobrimos que outro filósofo já pensou nisto há séculos e até melhor que nós mesmos." O professor replicou: "Isto acontece porque o conhecimento se avolumou, por isso, vocês devem ser mais revolucionários ainda e desafiar a suas mentes a pensar coisas realmente inéditas. E não apenas isto, recriar coisas que já foram pensadas, pois algo antigo não é, necessariamente, algo que não possa ser repensado, mesmo que se chegue à mesma conclusão de antes."
  •  Bill (professor) conhece uma poeta-pescadora. Nota-se que não convencional. Esta claro que neste ponto o autor do filme quis mostrar a aproximação quase romântica entre a filosofia e a poesia. Indiscutivelmente, um belo par. 
Acerca disto, a quem interessar, leiam o texto de Jean Lauand titulado "O Filósofo e o Poeta". Ele diz muito. http://www.hottopos.com/geral/naftalina/poet.htm

Frases dos poucos, mas ricos diálogos entre o filósofo e a poeta:

- "Perfeição: pensamos neste conceito e até sabemos que ela existe, mas nunca poderemos alcançá-la, aí que encontramos Deus."

- "Até a poesia tem suas regras, se todas as pessoas criarem suas regras, como saberemos qual é a certa?"

- "Talvez a verdade esteja na nossa frente e vamos ao encontro dela sem nem ao menos saber que ela está lá"
(PENSE NELAS!!)

Na morte do traficante, o filósofo cita Epicuro quando diz: "É irracional temer a morte, pois quando ela existe, não mais existimos e quando nós existimos, a morte não existe. Por conseguinte, o mais sensato seria temer o nascimento." 

E então este é o fim do filme, o traficante morre, o filósofo ironicamente quase morre também, mas é salvo por um amigo do seu irmão e no fim, deixa-nos o último apelo filosófico:

 "Tinha medo das chuvas de verão e as estudei. Mesmo assim, ainda tenho medo delas." Entretanto, a última cena do filme é a poeta segurando a mão do filósofo, sentados num jardim enquanto chove sobre suas cabeças.


 FIM!






15 de mar de 2011

Um dia sem data,

Algumas coisas simplesmente não acontecem como queremos. E, as vezes, o que queremos não é o correto.

Baudelaire.

14 de mar de 2011

Domingo - Segunda

São exatamente 00:00. Quando chega este horário, eu nunca sei se estou no dia anterior ou no novo dia, portanto vou considerar este post um dúbio entre o domingo e a linda e chuvosa segunda-feira.

O domingo: Gripe, presentes e shopping.

Quarta passada fui a praia com @alberthmoreira e mais dois amigos. Foi muito divertido, sem dúvidas, mas areia e sol não foram feitos para mim e nem para Alberth. Na imagem ao lado somos nós dois  ainda  sem gripe, correndo pela orla sem culpa nenhuma. Neste dia foi divertido também porque dirigi bastante, coisa que não faço desde que tirei minha carteira. Tava tudo muito bom, mas assim que voltamos para casa e tomamos um banho, "ela" nos abateu. A gripe maldita! Resultado: Estamos mal até hoje! Entretanto, não é uma gripezinha (forte pra caramba) que vai nos impedir de fazer nossas atividades normais como zerar todos os filmes em exibição... Então, como de praxe, fomos ao cinema assistir o último filme da lista: Gnomeu e Julieta. Filmezinho que não merece comentários, mas ao menos podemos dizer que assistirmos todos os filmes em cartaz! (Exceto, é claro, Justin Bieber que não vale o preço dos ingressos.)

Falando em shopping, eu acho que sou a pessoa que mais recebe presentes nesse mundo inteiro. Não estou reclamando, lógico que não, mas é que isso me faz pensar o que eu faço para merecer tudo isso. ^^

Continuando no assunto do shopping, encontrei trezentos amigos lá: André, Iago, uma antiga amiga de Alberth: LadyInfernalis, meu tio, duas primas....caramba! ...E também a fresca do meu coração: Valzinha. rsrsrs Foi massa, tempão que não nos viamos. Mas poxa vida, Val..tu tinha que me chamar de olhos falsos?? rsrs Beijo, sua linda. =*

Ok...ok....meu domingo acaba aqui.

E a segunda-feira vai ser muito especial, assim espero.

Até um dia desses!



10 de mar de 2011

Quinta-feira

Lendo Desventuras em Série, aprendi que por mais desafortunada que uma pessoa seja, ela sempre pode encontrar momentos de alegria. Entretanto, se a pessoa além de desafortunada for órfã, sem parentes e cujos únicos amigos foram raptados, esses momentos de alegria acabam se tornando tão raros que a vida pode parecer mais como os livros se chamam: desventuras em série; ou seja, uma desventura atrás da outra sem pausa para momentos felizes. 

Não sou órfã, tenho muitos parentes e alguns amigos, por isso posso dizer que tenho sorte, além do fato de que na minha vida não acontecem eventos que me obrigam a me disfarçar de lobo, fugir de uma cadeia amolecendo tijolos com água e nem ter que me passar por uma médica fajuta a fim de salvar minha irmã da morte. Aliás, nem irmã eu tenho, apenas um irmão que é como uma pessoa normal cuja vida normal não lhe rende muitas aventuras desafortunadas. 

Se você não entendeu nada que eu escrevi até então, desculpa...Mas não escrevi com a intenção de alguém entender. Escrevi isso porque estou lendo uma série muito muito muito massa. 13 livros chamados 'Desventuras em Série', mas não há ninguém que eu conheça lendo a mesma série, então o desejo de comentar tudo que eu acho interessante acaba ficando guardado. Desta maneira, como sempre, sobra pro blog!

Porém, se alguém se interessou pela narrativa desventurada, estão aí os links para os livros e o filme. Vale muito a pena. ^^
 



Enjoy! =*


7 de mar de 2011

E finalmente parte 3 e fim.

Mais uma vez barrada pelo limite de caracteres. Não sabia que blogspot estava imitando o passarinho azul. Porem isso nao é o importante no momento, importante mesmo é responder a esse questionamento: -O QUE OS CARNEIRINHOS CONTAM PARA DORMIR?- Respondam a @alberthmoreira

Segunda-feira parte 2: Como podem?

Tive que dividir um post razoavelmente curto em duas partes porque ninguém me avisou que postagens pelo celular têm caracteres drasticamente reduzidos. Mas sem pânico, faltou dizer na parte anterior queo grande responsável por apresentar as tecnologias a essa moça das cavernas foi @alberthmoreira ! Ele me presenteou com um lindo motocubo, razão atual dos meus suspiros rsrsrsrs... Falando nele, a segunda parte é justamente um questionamento que surgiu no meio de uma conversa substancialmente filosófica: ...

Segunda-feira parte 1: Como pode?

Como diria o conde Olaf: Olá, Olá, Olá. Esta é a minha primeira postagem direto de um celular. Sei que isto não é mais motivo de admiração nem espanto a grande maioria dos senhores, entretanto, a mim ainda surpreende! Como podem ler algo que escrevo, sendo que nada físico me conecta a vocês? Na Idade Média isto seria bruxaria! rsrsrs Mas como não é e nem estou ameaçada a morrer na fogueira: limito-me a usufruir alegremente deste recurso facilitador!

28 de mar de 2011

Segunda-feira

Um tempo atrás assisti a um filme chamado "A caixa". Nele, um casal em dívidas recebe uma estranha caixa contendo um botão e paralelamente uma proposta: Apertando o botão, o casal ganhará 1 milhão de dólares; entretanto, uma pessoa (que eles não conhecem) em qualquer parte do mundo, morrerá.

Passa-se, então, uma corrida contra o tempo e a dúvida inevitável entre apertar e receber a solução de seus problemas ou não apertar e não ter que sacrificar alguém.

Apesar de meus dedos estarem formigando neste momento para eu contar mais sobre o filme, não o farei. Simplesmente porque quero muito que você o assista, independepende de quem esteja lendo este post, pois acredito que o conhecimento deve ser disseminado e irão adquiri-lo melhor assistindo ao filme e não neste curto post.

Entretanto, é necessário dizer que eles apertarão o botão, escolhendo o seu bem pessoal ao bem da maioria. É claro que a maioria aqui está representada pela vida de uma pessoa que morrerá após a escolha de apertar o botão. Não é maioria absoluta, mas no contexto filosófico do filme, esta vida representa a vida de toda uma sociedade que espera passivamente para morrer ao toque de um botão.


No entanto, se o casal do filme conhecesse a filosofia de Platão, logo saberiam que fizeram a pior escolha da vida deles - como puderam constatar na experiência mais tarde. 

Platão diz que o homem justo e bom é aquele que escolhe o bem da maioria mesmo que isto implique em sacrificar seu bem pessoal; pois caso contrário, o injusto (você, no caso) estaria fadado às ruinas, a uma vida sem virtudes. 

E foi este conhecimento que faltou aos protagonistas. Mas não poderá, necessariamente, faltar a você também.

Pense Nisto e boa semana a todos!!

Por favor. Apenas ouça.

24 de mar de 2011

Justin Bieber, corra pra delegacia da mulher, sua linda!




Quinta-feira e Sempre


Meus devaneios, no momento em que os vejo, são apenas devaneios. Talvez por isso a idéia da morte me atormenta, lembrando-me o quão dependente sou. 
Entretanto, conhecer minha dependência me dá asas; e eu as uso para voar feliz ao seu encontro, pois não há lugar no mundo em que eu queira estar se não ao seu lado, segurando a sua mão e sabendo que a minha alma é apaixonadamente sua.


Eu te amo, Alberth Moreira. 





20 de mar de 2011

Sábado: Irmãos de sangue.


Acabo de assistir a um filme chamado "Irmãos de Sangue". A princípio, imaginei que seria mais um filme que um mesmo cara interpretasse dois papéis e que, no final, todos ficariam admirados com sua maravilhosa atuação. Claro que a atuação é realmente muito boa e, se não fosse tamanho profissionalismo por parte do elenco, o filme não me motivasse a escrever esta análise. Entretanto, o filme vai muito além. Para começar, algo que me surpreendeu foi a sinopse que encontrei na net sobre o mesmo. Sinopse não era para dar uma prévia do filme de modo que fizesse com que os leitores se tornassem futuros espectadores do filme em questão? Desta forma, no mínimo a sinopse deveria falar de como o filme é e não resumir superficialmente e preguiçosamente em algumas linhas um filme que merece uma página inteira a seu respeito. Infelizmente, devo avisá-los de que minha proposta com este texto não é reescrever a sinopse, mas sim analisar filosoficamente o filme, ou seja, se você não assistiu ao filme e não tem intenção de assisti-lo, não acho que seja muito válido continuar a leitura, mas eu o indico a todos, sobretudo aos meus companheiros acadêmicos de filosofia na Federal do Maranhão.

Sem mais delongas, analisem por si mesmos a pseudo-sinopse que encontrei na net:


"Bill e Brady Kincaid (Edward Norton) são gêmeos idênticos, mas levam vidas bem diferentes. Um deles é professor de filosofia, enquanto que o outro é traficante de drogas. Quando o professor é confundido com seu irmão, ele passa a ser perseguido por vários clãs do narcotráfico, que desejam vê-lo morto." Retirado do AmoCinema.com

 Edward Norton
 
O AmoCinema.com classificou o filme como Drama e outro site pesquisado o classificou, vergonhosamente, como comédia policial. É claro que discordo das duas classificações, pois apesar de o filme ter uma pitada de drama, não é o seu foco. Desta maneira, me permito sair das regras de classificação de gênero para filmes e inventar um gênero novo, chamado "disfarçadamente filosófico". A seguir explicarei o porquê.


O filme inicia com o professor de filosofia (Bill) explicando à sua classe - muito interessada, por sinal- uma obra de Platão. Obra esta que qualquer calouro de filosofia já estudou na vida, portanto, é acessível e de moderada compreensão. A obra escolhida para iniciar o filme foi "O banquete", obra sobre o amor e, sobretudo, sobre a paixão. Não apenas a paixão romântica, mas sim a paixão arbitrária que exercemos sobre a vida e, por conseguinte, o desequilíbrio que recebemos por possuí-la.

A questão inicial que devemos fazer neste ponto é: Por que Tim Blake Nelson (autor do filme) escolheu esta obra para ponto de partida de todo o seu filme. Será que foi apenas uma forma de mostrar que seu protagosnista é professor de filosofia e, portanto, leciona sobre obras filosóficas ou será que existem motivações escondidas nesta escolha?

Continuei assistindo ao filme com este questionamento na cabeça e, ao passo que as tramas iriam se desenrolando, pude notar que não haveria obra filosófica mais apropriada para iniciar este filme senão O Banquete, pelo simples fato de que o filme inteiro é uma louca releitura da obra. Contudo, como eu disse no início, é um filme disfarçadamente filosófico, ou seja, suas discussões e polêmicas implícitas fazem com que o público alvo do filme não seja tão direcionado, de forma que se agrade dele todos os tipos de pessoas, com seus mais variados níveis de saber.

Durante sua aula, o professor Bill explica como aconteceu O Banquete, cita Alcibíades e sobre a paixão que este sentia por Sócrates. Fala também que Alcibíades era rico e até certo ponto bonito, ao passo que Sócrates era desprovido de maiores bens naturais e materiais. Como é explicitado, a maior fortuna de Sócrates era sua sabedoria e, portanto, todos queriam estar próximo dele para que se abastacessem da mesma. Contudo, esta paixão não correspondida tirava de Alcibíades todo o seu equilíbrio vital e, neste ponto, não mais interessavam os bens materiais e sua beleza natural. Por isto, o equilíbrio é o ponto chave deste filme.

Não é retratada em primeiro plano a paixão romântica, mas duas paixões distintas que levam ambos os portadores ao desequilíbrio inevitável. A primeira paixão retratada é a do professor pela sua vida acadêmica bem sucedida, paixão esta que culmina na perda de tudo que ele lutou e estudou para conseguir. Não a perda forçada mas a perda por escolha, pois o próprio professor percebeu ao final do filme que tudo aquilo que ele considerou correto para si era, na verdade, errado. O equilíbrio que ele pensou ter encontrado não era equilíbrio, mas sim a busca por ele. Entretanto, quando se busca o quilíbrio, se permanece no desequilíbrio até achá-lo. E assim o professor entendeu que seus valores estavam invertidos.

A segunda paixão retratada é a do traficante (Brady) pela vida livre. Desprovido de quaisquer regras ou doutrinas, Brady cultivava maconha em uma espécie de estufa caseira que ele mesmo projetou. O engraçado é que por mais que Brady fosse "livre" de correntes ortodoxas, ele desenvolveu em sua estufa um revolucionário sistema de plantio que não utilizada nenhum produto senão a água pura. Fato este que o concedeu uma grande quantidade de erva, por conseguinte, chamando a atenção dos demais traficantes do Estado, causando a sua morte mais tarde.

Além desta discussão sobre equilíbrio/desequilíbrio, outro fator que caracteriza o filme como disfarçadamente filosófico são as discussões implícitas em determinadas cenas abaixo citadas:

  • Bill conhece um Judeu no avião. O Judeu pergunta o que Bill faz da vida, este responde que é professor de filosofia clássica, por sua vez, o judeu sorri e diz: "Não é muito útil nos dias de hoje, não é mesmo?" Bill educadamente sorri de volta e replica: "Creio que a humanidade não tenha mudado muito". Ou seja, as discussões são as mesmas por mais que o cenário tenha se alterado.
Esta cena traz à tona toda a antiga discussão do papel da filosofia na sociedade moderna e sobre isto, limito-me a dizer: Se a filosofia não encontra lugar de atuação, nenhuma outra ciência ou estudo encontrará.
  • Um tabu que ronda os estudantes de filosofia é sobre o consumo de drogas e bebidas alcóolicas dos mesmos, retratado no filme da seguinte forma: Brady (traficante) pede que Bill (professor) experimente a erva que ele cultiva. Brady diz que será só uma "tragada", apenas para experimentar e Bill fala: "Eu ganho a vida com a minha mente, prefiro mantê-la limpa" Entretanto, depois de mais insistência do irmão, o professor acaba cedendo. (?)
Imagem acima retrata o momento em que o professor nega experimentar a erva do irmão.

  • Brady pergunta a Bill por que os filósofos limitam-se a escrever sobre os pensamentos de outros filósofos. Por que muito raramente eles escrevem sobre suas próprias teorias. Será que é mais nobre entender o que os clássicos disseram? Falta, neste ponto, descobrir a nobreza que existe em caminhar por um lugar ainda não demarcado. Abro um parênteses para uma discussão que tivemos na semana passada durante uma aula de filosofia antiga. A aluna disse: "Professor, quando imaginamos ter pensado sobre algo novo, descobrimos que outro filósofo já pensou nisto há séculos e até melhor que nós mesmos." O professor replicou: "Isto acontece porque o conhecimento se avolumou, por isso, vocês devem ser mais revolucionários ainda e desafiar a suas mentes a pensar coisas realmente inéditas. E não apenas isto, recriar coisas que já foram pensadas, pois algo antigo não é, necessariamente, algo que não possa ser repensado, mesmo que se chegue à mesma conclusão de antes."
  •  Bill (professor) conhece uma poeta-pescadora. Nota-se que não convencional. Esta claro que neste ponto o autor do filme quis mostrar a aproximação quase romântica entre a filosofia e a poesia. Indiscutivelmente, um belo par. 
Acerca disto, a quem interessar, leiam o texto de Jean Lauand titulado "O Filósofo e o Poeta". Ele diz muito. http://www.hottopos.com/geral/naftalina/poet.htm

Frases dos poucos, mas ricos diálogos entre o filósofo e a poeta:

- "Perfeição: pensamos neste conceito e até sabemos que ela existe, mas nunca poderemos alcançá-la, aí que encontramos Deus."

- "Até a poesia tem suas regras, se todas as pessoas criarem suas regras, como saberemos qual é a certa?"

- "Talvez a verdade esteja na nossa frente e vamos ao encontro dela sem nem ao menos saber que ela está lá"
(PENSE NELAS!!)

Na morte do traficante, o filósofo cita Epicuro quando diz: "É irracional temer a morte, pois quando ela existe, não mais existimos e quando nós existimos, a morte não existe. Por conseguinte, o mais sensato seria temer o nascimento." 

E então este é o fim do filme, o traficante morre, o filósofo ironicamente quase morre também, mas é salvo por um amigo do seu irmão e no fim, deixa-nos o último apelo filosófico:

 "Tinha medo das chuvas de verão e as estudei. Mesmo assim, ainda tenho medo delas." Entretanto, a última cena do filme é a poeta segurando a mão do filósofo, sentados num jardim enquanto chove sobre suas cabeças.


 FIM!






15 de mar de 2011

Um dia sem data,

Algumas coisas simplesmente não acontecem como queremos. E, as vezes, o que queremos não é o correto.

Baudelaire.

14 de mar de 2011

Domingo - Segunda

São exatamente 00:00. Quando chega este horário, eu nunca sei se estou no dia anterior ou no novo dia, portanto vou considerar este post um dúbio entre o domingo e a linda e chuvosa segunda-feira.

O domingo: Gripe, presentes e shopping.

Quarta passada fui a praia com @alberthmoreira e mais dois amigos. Foi muito divertido, sem dúvidas, mas areia e sol não foram feitos para mim e nem para Alberth. Na imagem ao lado somos nós dois  ainda  sem gripe, correndo pela orla sem culpa nenhuma. Neste dia foi divertido também porque dirigi bastante, coisa que não faço desde que tirei minha carteira. Tava tudo muito bom, mas assim que voltamos para casa e tomamos um banho, "ela" nos abateu. A gripe maldita! Resultado: Estamos mal até hoje! Entretanto, não é uma gripezinha (forte pra caramba) que vai nos impedir de fazer nossas atividades normais como zerar todos os filmes em exibição... Então, como de praxe, fomos ao cinema assistir o último filme da lista: Gnomeu e Julieta. Filmezinho que não merece comentários, mas ao menos podemos dizer que assistirmos todos os filmes em cartaz! (Exceto, é claro, Justin Bieber que não vale o preço dos ingressos.)

Falando em shopping, eu acho que sou a pessoa que mais recebe presentes nesse mundo inteiro. Não estou reclamando, lógico que não, mas é que isso me faz pensar o que eu faço para merecer tudo isso. ^^

Continuando no assunto do shopping, encontrei trezentos amigos lá: André, Iago, uma antiga amiga de Alberth: LadyInfernalis, meu tio, duas primas....caramba! ...E também a fresca do meu coração: Valzinha. rsrsrs Foi massa, tempão que não nos viamos. Mas poxa vida, Val..tu tinha que me chamar de olhos falsos?? rsrs Beijo, sua linda. =*

Ok...ok....meu domingo acaba aqui.

E a segunda-feira vai ser muito especial, assim espero.

Até um dia desses!



12 de mar de 2011

Sexta-Feira

Eu só queria saber se... você pensa em mim....

10 de mar de 2011

Quinta-feira

Lendo Desventuras em Série, aprendi que por mais desafortunada que uma pessoa seja, ela sempre pode encontrar momentos de alegria. Entretanto, se a pessoa além de desafortunada for órfã, sem parentes e cujos únicos amigos foram raptados, esses momentos de alegria acabam se tornando tão raros que a vida pode parecer mais como os livros se chamam: desventuras em série; ou seja, uma desventura atrás da outra sem pausa para momentos felizes. 

Não sou órfã, tenho muitos parentes e alguns amigos, por isso posso dizer que tenho sorte, além do fato de que na minha vida não acontecem eventos que me obrigam a me disfarçar de lobo, fugir de uma cadeia amolecendo tijolos com água e nem ter que me passar por uma médica fajuta a fim de salvar minha irmã da morte. Aliás, nem irmã eu tenho, apenas um irmão que é como uma pessoa normal cuja vida normal não lhe rende muitas aventuras desafortunadas. 

Se você não entendeu nada que eu escrevi até então, desculpa...Mas não escrevi com a intenção de alguém entender. Escrevi isso porque estou lendo uma série muito muito muito massa. 13 livros chamados 'Desventuras em Série', mas não há ninguém que eu conheça lendo a mesma série, então o desejo de comentar tudo que eu acho interessante acaba ficando guardado. Desta maneira, como sempre, sobra pro blog!

Porém, se alguém se interessou pela narrativa desventurada, estão aí os links para os livros e o filme. Vale muito a pena. ^^
 



Enjoy! =*


7 de mar de 2011

E finalmente parte 3 e fim.

Mais uma vez barrada pelo limite de caracteres. Não sabia que blogspot estava imitando o passarinho azul. Porem isso nao é o importante no momento, importante mesmo é responder a esse questionamento: -O QUE OS CARNEIRINHOS CONTAM PARA DORMIR?- Respondam a @alberthmoreira

Segunda-feira parte 2: Como podem?

Tive que dividir um post razoavelmente curto em duas partes porque ninguém me avisou que postagens pelo celular têm caracteres drasticamente reduzidos. Mas sem pânico, faltou dizer na parte anterior queo grande responsável por apresentar as tecnologias a essa moça das cavernas foi @alberthmoreira ! Ele me presenteou com um lindo motocubo, razão atual dos meus suspiros rsrsrsrs... Falando nele, a segunda parte é justamente um questionamento que surgiu no meio de uma conversa substancialmente filosófica: ...

Segunda-feira parte 1: Como pode?

Como diria o conde Olaf: Olá, Olá, Olá. Esta é a minha primeira postagem direto de um celular. Sei que isto não é mais motivo de admiração nem espanto a grande maioria dos senhores, entretanto, a mim ainda surpreende! Como podem ler algo que escrevo, sendo que nada físico me conecta a vocês? Na Idade Média isto seria bruxaria! rsrsrs Mas como não é e nem estou ameaçada a morrer na fogueira: limito-me a usufruir alegremente deste recurso facilitador!