29 de abr de 2011

Poema Natura




A idéia é a rotina do papel.
O céu é a rotina do edifício.
O início é a rotina do final.
A escolha é a rotina do gosto.
A rotina do espelho é o oposto.

A rotina do perfume é a lembrança.
O pé é a rotina da dança.
A rotina da garganta é o rock.
A rotina da mão é o toque.

Julieta é a rotina do queijo.
A rotina da boca é o desejo.
O vento é a rotina do assobio.
A rotina da pele é o arrepio.

A rotina do caminho é a direção.
A rotina do destino é a certeza.
Toda rotina tem sua beleza.



28 de abr de 2011

A invenção da mentira

Existe um filme chamado 'The Invention of Lying' ou, na equivocada tradução para o português, 'O primeiro mentiroso' que descreve a vida de Mark, um homem comum inserido numa sociedade em que as pessoas não mentem, ou seja, são sinceras todo tempo e dizem o que realmente pensam, sem rodeios ou omissões – o que seria um desastre de proporções catastróficas em nossa sociedade.


Entretanto, a vida de Mark irá mudar quando ele, inesperadamente, conta a primeira mentira da história. Isso acontece porque ele chega ao cume de suas aflições e, desesperado, não vê saida para seus problemas de dívidas, depressão e solidão. A invenção da mentira acontece no banco, quando a atendente lhe pergunta quanto ele quer sacar. É neste momento que sua mente processa aquela que seria a primeira mentira já contada. Mark arrisca um valor muito superior àquele que possui, e como a funcionária - assim como todos no filme - não conhece a desconfiança, lhe entrega o dinheiro.

A partir daí, sucedem infindáveis acontecimentos cômicos com o uso da mentira, culminando com a invenção da maior mentira de todas, a que envolveu o mundo inteiro: a existência de 'um homem no céu' que controla a todos e os julga bons ou maus, dependendo de seus comportamentos. Isso aconteceu porque a mãe idosa de Mark estava morrendo e ele, na tentativa de acalmá-la, resolve dizer que não há motivos para temer a morte, pois depois do momento de dor todos ganham uma outra vida, melhor e sem sofrimento, eterna e pacífica. Assim como nós cristãos acreditamos, mas com uma pitada de comédia pela própria carga a que o filme se propõe.

Em suma, é um filme filosoficamente divertido. Destinado a todas as idades e mentalidades - se é que me entendem!

Boa sexta-feira a todos!

P.S.: Acho que estou com dengue.
P.S.2.: Não sei como isso aconteceu, mas me indicaram ao prêmio Top Blog. Acho esse nome particularmente ridículo, mas é um evento importante no meio internético; logo, não darei uma de enjoada e ficarei apenas contente em estar participando!

26 de abr de 2011

A beleza





As pessoas buscam a beleza, percorrem ideais estéticos inalcançáveis e sacrificam prazeres diversos a fim de estarem de acordo com um molde socialmente admirável. Entretanto, esquecem que a beleza não parte de fora, mas do íntimo, da natureza do ser. A beleza, então, é um ideal mutável - não no ponto de vista das alterações culturais, como a moda - mas sim no quesito da sua ampla adaptação aos mais diversos entendimentos.

Desta forma, o meu entendimento de beleza pode e, arrisco-me dizer, deve ser diferente do seu entendimento. Falo que deve ser diferente, pois o mundo e todas as coisas que nele se encontram têm suas belezas distintas e, se todos acharem bonitas as mesmas coisas que eu acho, as demais acabarão por ficar, de certa forma, esquecidas. É necessário, então, que cada um lance seu olhar sobre o mundo e encontre nele o que acha belo. 

Para finalizar, eis aqui uma pequena demonstração da minha idéia de beleza:

Uma pálida luz ao fim da tarde, tristes versos recitados pela amada, suave melodia, chuva cálida, sorriso simples, olhar sincero, faces coradas, mãos atadas, mar revolto, céu pacífico, violino a cantar, bailarina a dançar, ironia, sinceridade....amor.



                                     Em suma, creio que beleza e amor são sinônimos, 
pois tudo que é belo encontra sua plenitude no amor.


24 de abr de 2011

Metalinguagem


Feriado

Olá

Feriado de páscoa é legal, exceto por mamãe ficar insistindo para eu ir à missa, no mais eu sempre gosto dos chocolates que ganho e do tempo a mais que passo com Alberth. 

Ah...fiz uma tatoo. rsrsrs brincadeirinha.


16 de abr de 2011

Mistério no ar....



Estou ocupada com negócios clandestinos, planos maquiavélicos, articulações secretas e contrabando de histórias suspeitas para blogs ainda mais suspeitos.

Adoraria deixar aqui o link do blog que estou escrevendo ultimamente, mas receio que seu conteúdo não seja para todos. No mais, um fim de semana misterioso para todos.

Até!!

9 de abr de 2011

Dica: 72 horas

"Passamos muito tempo tentando organizar o mundo: criamos relógios, calendários e tentamos prever o clima. Mas que parte da nossa vida está realmente sob nosso controle?"
- John Brennan -




72 horas - Um filme sobre a guerra entre um homem que tenta provar a inocência da sua esposa e as convenções burocráticas do sistema criminal dos Estados Unidos.

Neste longa, a esposa de John Brennan (Russell Crowe) é acusada de matar sua chefe, como é de praxe, todas as provas estavam contra ela; entretanto, John se nega a acreditar em tal fato. Em contraposição ao que ele acredita, a justiça declara que sua esposa é culpada e a submete a uma pena de 20 anos em regime fechado.

Para maior desespero de John e de sua esposa Lara, o filho de 6 anos do casal passa a ter problemas na escola e em sociabilidade com outras crianças.

Neste ponto, John vê sua antiga vida perfeita se desmoronando na frente de seus olhos e após três anos de recursos judiciais mal-sucedidos, ele percebe que a única maneira de ter sua esposa de volta é tirando-a da prisão, tarefa nada fácil visto que o sistema criminal de Pittsburgh - cidade americana onde moram - é um dos mais seguros do país. Entretanto, John estuda minuciosamente cada parte do seu plano arriscado com um único objetivo em mente: reestruturar sua família. 




Este é um bom filme para refletir sobre a nossa vida pessoal sendo manipulada pela vida do Estado; suas leis e convenções nos prendem em uma jaula de medo, pois ao mesmo tempo em que nos protegem, nos ameaçam. 


Digo isto porque passou-se a acreditar em evidências criminais e não na palavra das pessoas. Ora, evidências podem ser forjadas e a palavra, supremacia do homem, deveria ser o único referencial para uma vida social saudável. 


Logo, a invenção da mentira nos tirou da zona de conforto. Nem o Estado nos protege, nem nós mesmos, pois ambos podem mentir. 
O que, então, nos protege? O que não mente?

Pensem nisto e bom fim de semana!

6 de abr de 2011

Um pouco sobre felicidade - por Gildson Jr.

         O que é preciso para ser feliz? Ter muito dinheiro? Um bom carro na garagem? Fazer muitas viagens pra lugares paradisíacos? Pode ser que sim e muito provavelmente essas coisas cooperam para fazer alguém feliz. Mas o que falar sobre aqueles que não possuem meios financeiros de obter tais benefícios? Serão esses considerados infelizes? Claro que não, afinal, não nos faltam exemplos de pessoas humildes que são consideradas (e principalmente, se consideram) felizes. Então, de onde provém a verdadeira felicidade?

         Acredito eu, que a verdadeira felicidade vem principalmente da própria pessoa. Não que ela brote espontaneamente sem mais nem porque do interior da pessoa, mas se origina como resultado de um referencial feito pela própria pessoa sobre aquilo que é ou não prioridade em sua vida. Como diz uma velha frase: "A gente se entristece pelo pouco que falta em vez de se alegrar com o muito que tem".

         Claro que a vida de ninguém é um mar de rosas, sempre há aqueles que por algum motivo acham que ela poderia ser melhor, seja por não ter dinheiro pra ir em um show que era de seu interesse ou por um fora que levou de alguém que muito se gostava, porém (e isso já é de praxe) tudo tem seu lado positivo e, caso não haja, saiba que existem outras coisas que podem nos fazer rever essa situação tão incômoda que é estar triste ou sentir falta de algo ou alguém.

      Por muitas vezes, muitas e muitas pessoas vivem em situações de extrema pobreza ou enfrentam sucessivas perdas que abalam sua auto-estima, no entanto não se abalam e sempre buscam em suas vidas outros fatores que lhe façam encontrar felicidade para seguir a diante, nem que esse motivo seja o simples fato de estar vivo, o que convenhamos já um bom motivo para alegrar-se. 


 
Gildson Júnior

29 de abr de 2011

Poema Natura




A idéia é a rotina do papel.
O céu é a rotina do edifício.
O início é a rotina do final.
A escolha é a rotina do gosto.
A rotina do espelho é o oposto.

A rotina do perfume é a lembrança.
O pé é a rotina da dança.
A rotina da garganta é o rock.
A rotina da mão é o toque.

Julieta é a rotina do queijo.
A rotina da boca é o desejo.
O vento é a rotina do assobio.
A rotina da pele é o arrepio.

A rotina do caminho é a direção.
A rotina do destino é a certeza.
Toda rotina tem sua beleza.



28 de abr de 2011

A invenção da mentira

Existe um filme chamado 'The Invention of Lying' ou, na equivocada tradução para o português, 'O primeiro mentiroso' que descreve a vida de Mark, um homem comum inserido numa sociedade em que as pessoas não mentem, ou seja, são sinceras todo tempo e dizem o que realmente pensam, sem rodeios ou omissões – o que seria um desastre de proporções catastróficas em nossa sociedade.


Entretanto, a vida de Mark irá mudar quando ele, inesperadamente, conta a primeira mentira da história. Isso acontece porque ele chega ao cume de suas aflições e, desesperado, não vê saida para seus problemas de dívidas, depressão e solidão. A invenção da mentira acontece no banco, quando a atendente lhe pergunta quanto ele quer sacar. É neste momento que sua mente processa aquela que seria a primeira mentira já contada. Mark arrisca um valor muito superior àquele que possui, e como a funcionária - assim como todos no filme - não conhece a desconfiança, lhe entrega o dinheiro.

A partir daí, sucedem infindáveis acontecimentos cômicos com o uso da mentira, culminando com a invenção da maior mentira de todas, a que envolveu o mundo inteiro: a existência de 'um homem no céu' que controla a todos e os julga bons ou maus, dependendo de seus comportamentos. Isso aconteceu porque a mãe idosa de Mark estava morrendo e ele, na tentativa de acalmá-la, resolve dizer que não há motivos para temer a morte, pois depois do momento de dor todos ganham uma outra vida, melhor e sem sofrimento, eterna e pacífica. Assim como nós cristãos acreditamos, mas com uma pitada de comédia pela própria carga a que o filme se propõe.

Em suma, é um filme filosoficamente divertido. Destinado a todas as idades e mentalidades - se é que me entendem!

Boa sexta-feira a todos!

P.S.: Acho que estou com dengue.
P.S.2.: Não sei como isso aconteceu, mas me indicaram ao prêmio Top Blog. Acho esse nome particularmente ridículo, mas é um evento importante no meio internético; logo, não darei uma de enjoada e ficarei apenas contente em estar participando!

26 de abr de 2011

A beleza





As pessoas buscam a beleza, percorrem ideais estéticos inalcançáveis e sacrificam prazeres diversos a fim de estarem de acordo com um molde socialmente admirável. Entretanto, esquecem que a beleza não parte de fora, mas do íntimo, da natureza do ser. A beleza, então, é um ideal mutável - não no ponto de vista das alterações culturais, como a moda - mas sim no quesito da sua ampla adaptação aos mais diversos entendimentos.

Desta forma, o meu entendimento de beleza pode e, arrisco-me dizer, deve ser diferente do seu entendimento. Falo que deve ser diferente, pois o mundo e todas as coisas que nele se encontram têm suas belezas distintas e, se todos acharem bonitas as mesmas coisas que eu acho, as demais acabarão por ficar, de certa forma, esquecidas. É necessário, então, que cada um lance seu olhar sobre o mundo e encontre nele o que acha belo. 

Para finalizar, eis aqui uma pequena demonstração da minha idéia de beleza:

Uma pálida luz ao fim da tarde, tristes versos recitados pela amada, suave melodia, chuva cálida, sorriso simples, olhar sincero, faces coradas, mãos atadas, mar revolto, céu pacífico, violino a cantar, bailarina a dançar, ironia, sinceridade....amor.



                                     Em suma, creio que beleza e amor são sinônimos, 
pois tudo que é belo encontra sua plenitude no amor.


24 de abr de 2011

Metalinguagem


Feriado

Olá

Feriado de páscoa é legal, exceto por mamãe ficar insistindo para eu ir à missa, no mais eu sempre gosto dos chocolates que ganho e do tempo a mais que passo com Alberth. 

Ah...fiz uma tatoo. rsrsrs brincadeirinha.


16 de abr de 2011

Mistério no ar....



Estou ocupada com negócios clandestinos, planos maquiavélicos, articulações secretas e contrabando de histórias suspeitas para blogs ainda mais suspeitos.

Adoraria deixar aqui o link do blog que estou escrevendo ultimamente, mas receio que seu conteúdo não seja para todos. No mais, um fim de semana misterioso para todos.

Até!!

9 de abr de 2011

Dica: 72 horas

"Passamos muito tempo tentando organizar o mundo: criamos relógios, calendários e tentamos prever o clima. Mas que parte da nossa vida está realmente sob nosso controle?"
- John Brennan -




72 horas - Um filme sobre a guerra entre um homem que tenta provar a inocência da sua esposa e as convenções burocráticas do sistema criminal dos Estados Unidos.

Neste longa, a esposa de John Brennan (Russell Crowe) é acusada de matar sua chefe, como é de praxe, todas as provas estavam contra ela; entretanto, John se nega a acreditar em tal fato. Em contraposição ao que ele acredita, a justiça declara que sua esposa é culpada e a submete a uma pena de 20 anos em regime fechado.

Para maior desespero de John e de sua esposa Lara, o filho de 6 anos do casal passa a ter problemas na escola e em sociabilidade com outras crianças.

Neste ponto, John vê sua antiga vida perfeita se desmoronando na frente de seus olhos e após três anos de recursos judiciais mal-sucedidos, ele percebe que a única maneira de ter sua esposa de volta é tirando-a da prisão, tarefa nada fácil visto que o sistema criminal de Pittsburgh - cidade americana onde moram - é um dos mais seguros do país. Entretanto, John estuda minuciosamente cada parte do seu plano arriscado com um único objetivo em mente: reestruturar sua família. 




Este é um bom filme para refletir sobre a nossa vida pessoal sendo manipulada pela vida do Estado; suas leis e convenções nos prendem em uma jaula de medo, pois ao mesmo tempo em que nos protegem, nos ameaçam. 


Digo isto porque passou-se a acreditar em evidências criminais e não na palavra das pessoas. Ora, evidências podem ser forjadas e a palavra, supremacia do homem, deveria ser o único referencial para uma vida social saudável. 


Logo, a invenção da mentira nos tirou da zona de conforto. Nem o Estado nos protege, nem nós mesmos, pois ambos podem mentir. 
O que, então, nos protege? O que não mente?

Pensem nisto e bom fim de semana!

6 de abr de 2011

Um pouco sobre felicidade - por Gildson Jr.

         O que é preciso para ser feliz? Ter muito dinheiro? Um bom carro na garagem? Fazer muitas viagens pra lugares paradisíacos? Pode ser que sim e muito provavelmente essas coisas cooperam para fazer alguém feliz. Mas o que falar sobre aqueles que não possuem meios financeiros de obter tais benefícios? Serão esses considerados infelizes? Claro que não, afinal, não nos faltam exemplos de pessoas humildes que são consideradas (e principalmente, se consideram) felizes. Então, de onde provém a verdadeira felicidade?

         Acredito eu, que a verdadeira felicidade vem principalmente da própria pessoa. Não que ela brote espontaneamente sem mais nem porque do interior da pessoa, mas se origina como resultado de um referencial feito pela própria pessoa sobre aquilo que é ou não prioridade em sua vida. Como diz uma velha frase: "A gente se entristece pelo pouco que falta em vez de se alegrar com o muito que tem".

         Claro que a vida de ninguém é um mar de rosas, sempre há aqueles que por algum motivo acham que ela poderia ser melhor, seja por não ter dinheiro pra ir em um show que era de seu interesse ou por um fora que levou de alguém que muito se gostava, porém (e isso já é de praxe) tudo tem seu lado positivo e, caso não haja, saiba que existem outras coisas que podem nos fazer rever essa situação tão incômoda que é estar triste ou sentir falta de algo ou alguém.

      Por muitas vezes, muitas e muitas pessoas vivem em situações de extrema pobreza ou enfrentam sucessivas perdas que abalam sua auto-estima, no entanto não se abalam e sempre buscam em suas vidas outros fatores que lhe façam encontrar felicidade para seguir a diante, nem que esse motivo seja o simples fato de estar vivo, o que convenhamos já um bom motivo para alegrar-se. 


 
Gildson Júnior