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28 de abr. de 2011

A invenção da mentira

Existe um filme chamado 'The Invention of Lying' ou, na equivocada tradução para o português, 'O primeiro mentiroso' que descreve a vida de Mark, um homem comum inserido numa sociedade em que as pessoas não mentem, ou seja, são sinceras todo tempo e dizem o que realmente pensam, sem rodeios ou omissões – o que seria um desastre de proporções catastróficas em nossa sociedade.


Entretanto, a vida de Mark irá mudar quando ele, inesperadamente, conta a primeira mentira da história. Isso acontece porque ele chega ao cume de suas aflições e, desesperado, não vê saida para seus problemas de dívidas, depressão e solidão. A invenção da mentira acontece no banco, quando a atendente lhe pergunta quanto ele quer sacar. É neste momento que sua mente processa aquela que seria a primeira mentira já contada. Mark arrisca um valor muito superior àquele que possui, e como a funcionária - assim como todos no filme - não conhece a desconfiança, lhe entrega o dinheiro.

A partir daí, sucedem infindáveis acontecimentos cômicos com o uso da mentira, culminando com a invenção da maior mentira de todas, a que envolveu o mundo inteiro: a existência de 'um homem no céu' que controla a todos e os julga bons ou maus, dependendo de seus comportamentos. Isso aconteceu porque a mãe idosa de Mark estava morrendo e ele, na tentativa de acalmá-la, resolve dizer que não há motivos para temer a morte, pois depois do momento de dor todos ganham uma outra vida, melhor e sem sofrimento, eterna e pacífica. Assim como nós cristãos acreditamos, mas com uma pitada de comédia pela própria carga a que o filme se propõe.

Em suma, é um filme filosoficamente divertido. Destinado a todas as idades e mentalidades - se é que me entendem!

Boa sexta-feira a todos!

P.S.: Acho que estou com dengue.
P.S.2.: Não sei como isso aconteceu, mas me indicaram ao prêmio Top Blog. Acho esse nome particularmente ridículo, mas é um evento importante no meio internético; logo, não darei uma de enjoada e ficarei apenas contente em estar participando!

9 de abr. de 2011

Dica: 72 horas

"Passamos muito tempo tentando organizar o mundo: criamos relógios, calendários e tentamos prever o clima. Mas que parte da nossa vida está realmente sob nosso controle?"
- John Brennan -




72 horas - Um filme sobre a guerra entre um homem que tenta provar a inocência da sua esposa e as convenções burocráticas do sistema criminal dos Estados Unidos.

Neste longa, a esposa de John Brennan (Russell Crowe) é acusada de matar sua chefe, como é de praxe, todas as provas estavam contra ela; entretanto, John se nega a acreditar em tal fato. Em contraposição ao que ele acredita, a justiça declara que sua esposa é culpada e a submete a uma pena de 20 anos em regime fechado.

Para maior desespero de John e de sua esposa Lara, o filho de 6 anos do casal passa a ter problemas na escola e em sociabilidade com outras crianças.

Neste ponto, John vê sua antiga vida perfeita se desmoronando na frente de seus olhos e após três anos de recursos judiciais mal-sucedidos, ele percebe que a única maneira de ter sua esposa de volta é tirando-a da prisão, tarefa nada fácil visto que o sistema criminal de Pittsburgh - cidade americana onde moram - é um dos mais seguros do país. Entretanto, John estuda minuciosamente cada parte do seu plano arriscado com um único objetivo em mente: reestruturar sua família. 




Este é um bom filme para refletir sobre a nossa vida pessoal sendo manipulada pela vida do Estado; suas leis e convenções nos prendem em uma jaula de medo, pois ao mesmo tempo em que nos protegem, nos ameaçam. 


Digo isto porque passou-se a acreditar em evidências criminais e não na palavra das pessoas. Ora, evidências podem ser forjadas e a palavra, supremacia do homem, deveria ser o único referencial para uma vida social saudável. 


Logo, a invenção da mentira nos tirou da zona de conforto. Nem o Estado nos protege, nem nós mesmos, pois ambos podem mentir. 
O que, então, nos protege? O que não mente?

Pensem nisto e bom fim de semana!

28 de mar. de 2011

Segunda-feira

Um tempo atrás assisti a um filme chamado "A caixa". Nele, um casal em dívidas recebe uma estranha caixa contendo um botão e paralelamente uma proposta: Apertando o botão, o casal ganhará 1 milhão de dólares; entretanto, uma pessoa (que eles não conhecem) em qualquer parte do mundo, morrerá.

Passa-se, então, uma corrida contra o tempo e a dúvida inevitável entre apertar e receber a solução de seus problemas ou não apertar e não ter que sacrificar alguém.

Apesar de meus dedos estarem formigando neste momento para eu contar mais sobre o filme, não o farei. Simplesmente porque quero muito que você o assista, independepende de quem esteja lendo este post, pois acredito que o conhecimento deve ser disseminado e irão adquiri-lo melhor assistindo ao filme e não neste curto post.

Entretanto, é necessário dizer que eles apertarão o botão, escolhendo o seu bem pessoal ao bem da maioria. É claro que a maioria aqui está representada pela vida de uma pessoa que morrerá após a escolha de apertar o botão. Não é maioria absoluta, mas no contexto filosófico do filme, esta vida representa a vida de toda uma sociedade que espera passivamente para morrer ao toque de um botão.


No entanto, se o casal do filme conhecesse a filosofia de Platão, logo saberiam que fizeram a pior escolha da vida deles - como puderam constatar na experiência mais tarde. 

Platão diz que o homem justo e bom é aquele que escolhe o bem da maioria mesmo que isto implique em sacrificar seu bem pessoal; pois caso contrário, o injusto (você, no caso) estaria fadado às ruinas, a uma vida sem virtudes. 

E foi este conhecimento que faltou aos protagonistas. Mas não poderá, necessariamente, faltar a você também.

Pense Nisto e boa semana a todos!!

1 de out. de 2010

29 de abr. de 2010

O fanático das 900 mortes


No dia 18 de novembro de 1978, um fanático religioso levou mais de 900 seguidores ao suicídio coletivo, numa das maiores tragédias com motivação religiosa da história.




Há exatos 30 anos, no dia 18 de novembro de 1978, ocorreu uma das maiores tragédias com motivação religiosa de todos os tempos. Naquela data, 909 seguidores da seita Templo do Povo, comandada pelo fanático James Warren Jones (o Jim Jones), cometeram suicídio coletivo na comunidade agrícola conhecida como Jonestown, na Guiana. O corpo de Jones foi encontrado junto ao de seus fiéis, com um ferimento a bala na cabeça.

O episódio foi o ponto culminante de uma história iniciada anos antes, quando Jim Jones, nascido no estado americano de Indiana, começou a reunir seguidores – em sua maioria, pessoas pobres e marginalizadas, muitas delas negras, que foram atraídas com promessas de uma vida melhor ao lado do pregador. O sonho de uma comunidade alternativa se concretizou em 1977, quando Jones e os adeptos da seita migraram para a Guiana. Jonestown era uma comunidade auto-suficiente, à semelhança do kibutzin israelense, estabelecida no meio da selva amazônica.

Isolados, seus moradores viviam à margem do mundo, na Guiana (América do Sul). Viviam isolados, sem qualquer contato com o mundo exterior, sob pena de castigos que podia chegar a espancamentos públicos. Era absolutamente proibido opinar acerca das regras estabelecidas e uma das rotinas obrigatórias eram as longas pregações do líder.

Conta-se que os seguidores eram obrigados a satisfazer todos os caprichos de Jones. O dirigente podia escolher suas mulheres entre as seguidoras e interferir diretamente na maneira como as crianças deveriam ser educadas. O mundo só tomou conhecimento de que algo de muito grave acontecia na América do Sul quando o congressista americano Leo Ryan foi executado durante uma visita à seita. Ele foi até Jonestown a pedido de seus eleitores, acompanhado por dois jornalistas, e passou alguns dias conhecendo as instalações e o modo de vida imposto por Jones.

Procurado por fiéis que desejavam desesperadamente sair dali, o deputado conseguiu transporte aéreo para levar um grupo de volta aos Estados Unidos. Antes do embarque, contudo, os homens de Jones mataram todos a tiros numa emboscada.

Jim Jones apercebeu-se que o fim da seita estava próximo, pois àquela altura o governo americano já montava uma força tarefa para acabar com a comunidade e libertar os fiéis, já considerados prisioneiros de um fanático. O falso pastor, então, reuniu todo rebanho para o último sermão. Falou dos inimigos, dizendo que a morte era melhor que a rendição aos infiéis. A certa altura, num ato extremo, exigiu que todos ingerissem um refresco com cianeto, um veneno mortal. Adultos, crianças e idosos obedeceram de bom grado, na expectativa de que a morte lhes abrira aporta para uma vida nova. Três seguidores de Jones, que conseguiram fugir antes do suicídio coletivo, sobreviveram para contar em detalhes as histórias de horror de Jonestown.


Leia o depoimento de uma sobrevivente e mais em Jim Jones - De olhos.

19 de abr. de 2010

Exigências da vida moderna



Em nenhuma outra época observou-se tantos problemas que ninguém se dava conta de que existiam antes. Problemas estes que advém das inúmeras necessidades construídas que inventamos ao longo do tempo. Quem, na época da vovozinha, morria de depressão? Ou, por exemplo, alguém já ouviu falar de um caso de anorexia ou bulimia há três décadas atrás? Ainda tem a alergia, síndrome do pânico, insônia, enxaqueca, gastrite, obesidade, compulsão por bebida, chocolate, fumo...precisa de mais? rs


Entretanto, meu objetivo não é falar destas doenças, mas apresentar um texto maravilhoso que resume tudo que precisamos ouvir nestes tempos modernos. Divirtam-se!


------------------------------------------ :D ------------------------------------
Exigências da vida moderna







Dizem que todos os dias você deve comer uma maçã por causa do ferro.
E uma banana pelo potássio. 
E também uma laranja pela vitamina C. 
Uma xícara de chá verde sem açúcar para prevenir a diabetes.

Todos os dias deve-se tomar ao menos dois litros de água.
E uriná-los, o que consome o dobro do tempo.
Todos os dias deve-se tomar um Yakult pelos lactobacilos (que ninguém
sabe bem o que é, mas que aos bilhões, ajudam a digestão).
Cada dia uma Aspirina, previne infarto.
Uma taça de vinho tinto também.
Uma de vinho branco estabiliza o sistema nervoso.
Um copo de cerveja, para... não lembro bem para o que, mas faz bem.
O benefício adicional é que se você tomar tudo isso ao mesmo tempo e
tiver um derrame, nem vai perceber.
Todos os dias deve-se comer fibra.
Muita, muitíssima fibra.
Fibra suficiente para fazer um pulôver.
Você deve fazer entre quatro e seis refeições leves diariamente.
E nunca se esqueça de mastigar pelo menos cem vezes cada garfada.
Só para comer, serão cerca de cinco horas do dia.
E não esqueça de escovar os dentes depois de comer.
Ou seja, você tem que escovar os dentes depois da maçã, da banana, da
laranja, das seis refeições e enquanto tiver dentes, passar fio dental, massagear a gengiva, escovar a língua e bochechar com Plax.
Melhor, inclusive, ampliar o banheiro e aproveitar para colocar um
equipamento de som, porque entre a água, a fibra e os dentes, você vai
passar ali várias horas por dia.
Há que se dormir oito horas por noite e trabalhar outras oito por dia,
mais as cinco comendo são vinte e uma.
Sobram três, desde que você não pegue trânsito.
As estatísticas comprovam que assistimos três horas de TV por dia.
Menos você, porque todos os dias você vai caminhar ao menos meia hora
(por experiência própria, após quinze minutos dê meia volta e comece a
voltar, ou a meia hora vira uma).
E você deve cuidar das amizades, porque são como uma planta: devem ser
regadas diariamente, o que me faz pensar em quem vai cuidar delas quando
eu estiver viajando.
Deve-se estar bem informado também, lendo dois ou três jornais por dia
para comparar as informações.
Ah! E o sexo.
Todos os dias, tomando o cuidado de não se cair na rotina.
Há que ser criativo, inovador para renovar a sedução.
Isso leva tempo e nem estou falando de sexo tântrico.
Também precisa sobrar tempo para varrer, passar, lavar roupa, pratos e
espero que você não tenha um bichinho de estimação.
Na minha conta são 29 horas por dia.
A única solução que me ocorre é fazer várias dessas coisas ao mesmo
tempo!!!
Tomar banho frio com a boca aberta, assim você toma água e escova os
dentes.
Chame os amigos e seus pais.
Beba o vinho, coma a maçã e dê a banana na boca da sua mulher.
Ainda bem que somos crescidinhos, senão ainda teria um Danoninho e se
sobrarem 5 minutos, uma colherada de leite de magnésio.
Agora tenho que ir.
É o meio do dia, e depois da cerveja, do vinho e da maçã, tenho que
ir ao banheiro.
E já que vou, levo um jornal...
Tchau....
Se sobrar um tempinho, me manda um e-mail.



Luís Fernando Veríssimo

17 de mar. de 2010

Refletindo sobre a marginalização


"Tantos anos estudando, aprendendo, me envolvendo com o mundo e tudo mais que alguém pode fazer para integrar-se a uma sociedade que, querendo ou não, pertence àqueles que têm dinheiro." Quem concordou com o que eu disse acima, meus pêsames. Falei por provocação, pois o tema do post de hoje é: o que significa estar à margem da sociedade?

Creio que podemos ficar à margem em diferentes situações da vida sem que experimentemos a margem social propriamente dita, afinal, quantas vezes nos sentimentos excluídos de determinados grupos porque não nos encaixamos nos perfis, ou melhor, nos moldes que produzem pessoas com aparência, pensamento e sentimentos idênticos? Estar à margem depende do ponto de vista e em alguns casos ser marginalizado* pode até não ser tão ruim. Por exemplo, dou graças a Deus por estar à margem dos hipócritas. Não quero pertencer a esta fábrica de mentes inertes e cheias de telha de aranha.

Além de sermos postos à margem por outras pessoas e/ou grupos, podemos ser marginalizados por nós mesmos - e talvez seja essa a forma mais frequente e cruel de marginalização, pois quem melhor para conhecer as nossas fraquezas e nos atacar por meio delas? Se entendem o que estou dizendo, sabem que quando temos uma fraqueza, não são os outros que aproveitam-na para nos machucar, muitas vezes somos nós. E as fraquezas são alvos fáceis para que soframos a marginalização, pois quem não se ama, não é capaz de se auto-afirmar. Desta forma, o correto não é fazer de tudo para não ser posto à margem, (como comecei esse texto), mas sim definir com clareza nossos limites e nossos defeitos para, assim, julgar se somos marginalizados e se, de fato, isso é tão ruim assim.

*Marginalizado = Por favor, né gente..Não to dizendo que alguém aqui seja marginal. Falo do ato da exclusão, ser excluído, rejeitado, etc... ;)
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28 de abr. de 2011

A invenção da mentira

Existe um filme chamado 'The Invention of Lying' ou, na equivocada tradução para o português, 'O primeiro mentiroso' que descreve a vida de Mark, um homem comum inserido numa sociedade em que as pessoas não mentem, ou seja, são sinceras todo tempo e dizem o que realmente pensam, sem rodeios ou omissões – o que seria um desastre de proporções catastróficas em nossa sociedade.


Entretanto, a vida de Mark irá mudar quando ele, inesperadamente, conta a primeira mentira da história. Isso acontece porque ele chega ao cume de suas aflições e, desesperado, não vê saida para seus problemas de dívidas, depressão e solidão. A invenção da mentira acontece no banco, quando a atendente lhe pergunta quanto ele quer sacar. É neste momento que sua mente processa aquela que seria a primeira mentira já contada. Mark arrisca um valor muito superior àquele que possui, e como a funcionária - assim como todos no filme - não conhece a desconfiança, lhe entrega o dinheiro.

A partir daí, sucedem infindáveis acontecimentos cômicos com o uso da mentira, culminando com a invenção da maior mentira de todas, a que envolveu o mundo inteiro: a existência de 'um homem no céu' que controla a todos e os julga bons ou maus, dependendo de seus comportamentos. Isso aconteceu porque a mãe idosa de Mark estava morrendo e ele, na tentativa de acalmá-la, resolve dizer que não há motivos para temer a morte, pois depois do momento de dor todos ganham uma outra vida, melhor e sem sofrimento, eterna e pacífica. Assim como nós cristãos acreditamos, mas com uma pitada de comédia pela própria carga a que o filme se propõe.

Em suma, é um filme filosoficamente divertido. Destinado a todas as idades e mentalidades - se é que me entendem!

Boa sexta-feira a todos!

P.S.: Acho que estou com dengue.
P.S.2.: Não sei como isso aconteceu, mas me indicaram ao prêmio Top Blog. Acho esse nome particularmente ridículo, mas é um evento importante no meio internético; logo, não darei uma de enjoada e ficarei apenas contente em estar participando!

9 de abr. de 2011

Dica: 72 horas

"Passamos muito tempo tentando organizar o mundo: criamos relógios, calendários e tentamos prever o clima. Mas que parte da nossa vida está realmente sob nosso controle?"
- John Brennan -




72 horas - Um filme sobre a guerra entre um homem que tenta provar a inocência da sua esposa e as convenções burocráticas do sistema criminal dos Estados Unidos.

Neste longa, a esposa de John Brennan (Russell Crowe) é acusada de matar sua chefe, como é de praxe, todas as provas estavam contra ela; entretanto, John se nega a acreditar em tal fato. Em contraposição ao que ele acredita, a justiça declara que sua esposa é culpada e a submete a uma pena de 20 anos em regime fechado.

Para maior desespero de John e de sua esposa Lara, o filho de 6 anos do casal passa a ter problemas na escola e em sociabilidade com outras crianças.

Neste ponto, John vê sua antiga vida perfeita se desmoronando na frente de seus olhos e após três anos de recursos judiciais mal-sucedidos, ele percebe que a única maneira de ter sua esposa de volta é tirando-a da prisão, tarefa nada fácil visto que o sistema criminal de Pittsburgh - cidade americana onde moram - é um dos mais seguros do país. Entretanto, John estuda minuciosamente cada parte do seu plano arriscado com um único objetivo em mente: reestruturar sua família. 




Este é um bom filme para refletir sobre a nossa vida pessoal sendo manipulada pela vida do Estado; suas leis e convenções nos prendem em uma jaula de medo, pois ao mesmo tempo em que nos protegem, nos ameaçam. 


Digo isto porque passou-se a acreditar em evidências criminais e não na palavra das pessoas. Ora, evidências podem ser forjadas e a palavra, supremacia do homem, deveria ser o único referencial para uma vida social saudável. 


Logo, a invenção da mentira nos tirou da zona de conforto. Nem o Estado nos protege, nem nós mesmos, pois ambos podem mentir. 
O que, então, nos protege? O que não mente?

Pensem nisto e bom fim de semana!

28 de mar. de 2011

Segunda-feira

Um tempo atrás assisti a um filme chamado "A caixa". Nele, um casal em dívidas recebe uma estranha caixa contendo um botão e paralelamente uma proposta: Apertando o botão, o casal ganhará 1 milhão de dólares; entretanto, uma pessoa (que eles não conhecem) em qualquer parte do mundo, morrerá.

Passa-se, então, uma corrida contra o tempo e a dúvida inevitável entre apertar e receber a solução de seus problemas ou não apertar e não ter que sacrificar alguém.

Apesar de meus dedos estarem formigando neste momento para eu contar mais sobre o filme, não o farei. Simplesmente porque quero muito que você o assista, independepende de quem esteja lendo este post, pois acredito que o conhecimento deve ser disseminado e irão adquiri-lo melhor assistindo ao filme e não neste curto post.

Entretanto, é necessário dizer que eles apertarão o botão, escolhendo o seu bem pessoal ao bem da maioria. É claro que a maioria aqui está representada pela vida de uma pessoa que morrerá após a escolha de apertar o botão. Não é maioria absoluta, mas no contexto filosófico do filme, esta vida representa a vida de toda uma sociedade que espera passivamente para morrer ao toque de um botão.


No entanto, se o casal do filme conhecesse a filosofia de Platão, logo saberiam que fizeram a pior escolha da vida deles - como puderam constatar na experiência mais tarde. 

Platão diz que o homem justo e bom é aquele que escolhe o bem da maioria mesmo que isto implique em sacrificar seu bem pessoal; pois caso contrário, o injusto (você, no caso) estaria fadado às ruinas, a uma vida sem virtudes. 

E foi este conhecimento que faltou aos protagonistas. Mas não poderá, necessariamente, faltar a você também.

Pense Nisto e boa semana a todos!!

1 de out. de 2010



Vai saber se eu, com toda a minha normalidade, seja a única anormal num mundo de normais.

29 de abr. de 2010

O fanático das 900 mortes


No dia 18 de novembro de 1978, um fanático religioso levou mais de 900 seguidores ao suicídio coletivo, numa das maiores tragédias com motivação religiosa da história.




Há exatos 30 anos, no dia 18 de novembro de 1978, ocorreu uma das maiores tragédias com motivação religiosa de todos os tempos. Naquela data, 909 seguidores da seita Templo do Povo, comandada pelo fanático James Warren Jones (o Jim Jones), cometeram suicídio coletivo na comunidade agrícola conhecida como Jonestown, na Guiana. O corpo de Jones foi encontrado junto ao de seus fiéis, com um ferimento a bala na cabeça.

O episódio foi o ponto culminante de uma história iniciada anos antes, quando Jim Jones, nascido no estado americano de Indiana, começou a reunir seguidores – em sua maioria, pessoas pobres e marginalizadas, muitas delas negras, que foram atraídas com promessas de uma vida melhor ao lado do pregador. O sonho de uma comunidade alternativa se concretizou em 1977, quando Jones e os adeptos da seita migraram para a Guiana. Jonestown era uma comunidade auto-suficiente, à semelhança do kibutzin israelense, estabelecida no meio da selva amazônica.

Isolados, seus moradores viviam à margem do mundo, na Guiana (América do Sul). Viviam isolados, sem qualquer contato com o mundo exterior, sob pena de castigos que podia chegar a espancamentos públicos. Era absolutamente proibido opinar acerca das regras estabelecidas e uma das rotinas obrigatórias eram as longas pregações do líder.

Conta-se que os seguidores eram obrigados a satisfazer todos os caprichos de Jones. O dirigente podia escolher suas mulheres entre as seguidoras e interferir diretamente na maneira como as crianças deveriam ser educadas. O mundo só tomou conhecimento de que algo de muito grave acontecia na América do Sul quando o congressista americano Leo Ryan foi executado durante uma visita à seita. Ele foi até Jonestown a pedido de seus eleitores, acompanhado por dois jornalistas, e passou alguns dias conhecendo as instalações e o modo de vida imposto por Jones.

Procurado por fiéis que desejavam desesperadamente sair dali, o deputado conseguiu transporte aéreo para levar um grupo de volta aos Estados Unidos. Antes do embarque, contudo, os homens de Jones mataram todos a tiros numa emboscada.

Jim Jones apercebeu-se que o fim da seita estava próximo, pois àquela altura o governo americano já montava uma força tarefa para acabar com a comunidade e libertar os fiéis, já considerados prisioneiros de um fanático. O falso pastor, então, reuniu todo rebanho para o último sermão. Falou dos inimigos, dizendo que a morte era melhor que a rendição aos infiéis. A certa altura, num ato extremo, exigiu que todos ingerissem um refresco com cianeto, um veneno mortal. Adultos, crianças e idosos obedeceram de bom grado, na expectativa de que a morte lhes abrira aporta para uma vida nova. Três seguidores de Jones, que conseguiram fugir antes do suicídio coletivo, sobreviveram para contar em detalhes as histórias de horror de Jonestown.


Leia o depoimento de uma sobrevivente e mais em Jim Jones - De olhos.

19 de abr. de 2010

Exigências da vida moderna



Em nenhuma outra época observou-se tantos problemas que ninguém se dava conta de que existiam antes. Problemas estes que advém das inúmeras necessidades construídas que inventamos ao longo do tempo. Quem, na época da vovozinha, morria de depressão? Ou, por exemplo, alguém já ouviu falar de um caso de anorexia ou bulimia há três décadas atrás? Ainda tem a alergia, síndrome do pânico, insônia, enxaqueca, gastrite, obesidade, compulsão por bebida, chocolate, fumo...precisa de mais? rs


Entretanto, meu objetivo não é falar destas doenças, mas apresentar um texto maravilhoso que resume tudo que precisamos ouvir nestes tempos modernos. Divirtam-se!


------------------------------------------ :D ------------------------------------
Exigências da vida moderna







Dizem que todos os dias você deve comer uma maçã por causa do ferro.
E uma banana pelo potássio. 
E também uma laranja pela vitamina C. 
Uma xícara de chá verde sem açúcar para prevenir a diabetes.

Todos os dias deve-se tomar ao menos dois litros de água.
E uriná-los, o que consome o dobro do tempo.
Todos os dias deve-se tomar um Yakult pelos lactobacilos (que ninguém
sabe bem o que é, mas que aos bilhões, ajudam a digestão).
Cada dia uma Aspirina, previne infarto.
Uma taça de vinho tinto também.
Uma de vinho branco estabiliza o sistema nervoso.
Um copo de cerveja, para... não lembro bem para o que, mas faz bem.
O benefício adicional é que se você tomar tudo isso ao mesmo tempo e
tiver um derrame, nem vai perceber.
Todos os dias deve-se comer fibra.
Muita, muitíssima fibra.
Fibra suficiente para fazer um pulôver.
Você deve fazer entre quatro e seis refeições leves diariamente.
E nunca se esqueça de mastigar pelo menos cem vezes cada garfada.
Só para comer, serão cerca de cinco horas do dia.
E não esqueça de escovar os dentes depois de comer.
Ou seja, você tem que escovar os dentes depois da maçã, da banana, da
laranja, das seis refeições e enquanto tiver dentes, passar fio dental, massagear a gengiva, escovar a língua e bochechar com Plax.
Melhor, inclusive, ampliar o banheiro e aproveitar para colocar um
equipamento de som, porque entre a água, a fibra e os dentes, você vai
passar ali várias horas por dia.
Há que se dormir oito horas por noite e trabalhar outras oito por dia,
mais as cinco comendo são vinte e uma.
Sobram três, desde que você não pegue trânsito.
As estatísticas comprovam que assistimos três horas de TV por dia.
Menos você, porque todos os dias você vai caminhar ao menos meia hora
(por experiência própria, após quinze minutos dê meia volta e comece a
voltar, ou a meia hora vira uma).
E você deve cuidar das amizades, porque são como uma planta: devem ser
regadas diariamente, o que me faz pensar em quem vai cuidar delas quando
eu estiver viajando.
Deve-se estar bem informado também, lendo dois ou três jornais por dia
para comparar as informações.
Ah! E o sexo.
Todos os dias, tomando o cuidado de não se cair na rotina.
Há que ser criativo, inovador para renovar a sedução.
Isso leva tempo e nem estou falando de sexo tântrico.
Também precisa sobrar tempo para varrer, passar, lavar roupa, pratos e
espero que você não tenha um bichinho de estimação.
Na minha conta são 29 horas por dia.
A única solução que me ocorre é fazer várias dessas coisas ao mesmo
tempo!!!
Tomar banho frio com a boca aberta, assim você toma água e escova os
dentes.
Chame os amigos e seus pais.
Beba o vinho, coma a maçã e dê a banana na boca da sua mulher.
Ainda bem que somos crescidinhos, senão ainda teria um Danoninho e se
sobrarem 5 minutos, uma colherada de leite de magnésio.
Agora tenho que ir.
É o meio do dia, e depois da cerveja, do vinho e da maçã, tenho que
ir ao banheiro.
E já que vou, levo um jornal...
Tchau....
Se sobrar um tempinho, me manda um e-mail.



Luís Fernando Veríssimo

17 de mar. de 2010

Refletindo sobre a marginalização


"Tantos anos estudando, aprendendo, me envolvendo com o mundo e tudo mais que alguém pode fazer para integrar-se a uma sociedade que, querendo ou não, pertence àqueles que têm dinheiro." Quem concordou com o que eu disse acima, meus pêsames. Falei por provocação, pois o tema do post de hoje é: o que significa estar à margem da sociedade?

Creio que podemos ficar à margem em diferentes situações da vida sem que experimentemos a margem social propriamente dita, afinal, quantas vezes nos sentimentos excluídos de determinados grupos porque não nos encaixamos nos perfis, ou melhor, nos moldes que produzem pessoas com aparência, pensamento e sentimentos idênticos? Estar à margem depende do ponto de vista e em alguns casos ser marginalizado* pode até não ser tão ruim. Por exemplo, dou graças a Deus por estar à margem dos hipócritas. Não quero pertencer a esta fábrica de mentes inertes e cheias de telha de aranha.

Além de sermos postos à margem por outras pessoas e/ou grupos, podemos ser marginalizados por nós mesmos - e talvez seja essa a forma mais frequente e cruel de marginalização, pois quem melhor para conhecer as nossas fraquezas e nos atacar por meio delas? Se entendem o que estou dizendo, sabem que quando temos uma fraqueza, não são os outros que aproveitam-na para nos machucar, muitas vezes somos nós. E as fraquezas são alvos fáceis para que soframos a marginalização, pois quem não se ama, não é capaz de se auto-afirmar. Desta forma, o correto não é fazer de tudo para não ser posto à margem, (como comecei esse texto), mas sim definir com clareza nossos limites e nossos defeitos para, assim, julgar se somos marginalizados e se, de fato, isso é tão ruim assim.

*Marginalizado = Por favor, né gente..Não to dizendo que alguém aqui seja marginal. Falo do ato da exclusão, ser excluído, rejeitado, etc... ;)