2 de mar de 2010

E o amor?


Amores perdidos. Para onde foram as cavalarias românticas, cavalgando num ideal fugitivo e insensato? - O amor. Parece-me que todos aqueles amantes foram soterrados pelas horas, pelo tempo e não restaram deles nem as unhas, nem os cabelos, muito menos as suas almas. Tristes de nós, residentes desta terra já pisada, que melancolicamente caminhamos sentindo o perfume passado dos amores outrora mortos; aqueles perfumes das donzelas, das alfazemas: naturais, sobrenaturais. E sem os perfumes, até mesmo sem as roupas, não cobriam suas vergonhas, porque elas -as vergonhas- já nasceram entregues aos seus amados. Ao único amado. 
Tristes de nós, vivos neste século, mas também mortos, que não sabemos o que é amar. Somos como humanos na caverna de Platão, visualizando apenas as sombras deste amor que não conhecemos. Desta vida plena que chamados poesia, mas que nem a potência poética chega aos pés de tão sublime sentimento. Simplesmente porque não há filosofia que o descreva. Não há ação que o resguarde, não há vida que o mate e não há morte que o reviva. É simplesmente uma gota de sensatez no mar da loucura. O amor.

Um comentário:

Sua vez de falar :)

2 de mar de 2010

E o amor?


Amores perdidos. Para onde foram as cavalarias românticas, cavalgando num ideal fugitivo e insensato? - O amor. Parece-me que todos aqueles amantes foram soterrados pelas horas, pelo tempo e não restaram deles nem as unhas, nem os cabelos, muito menos as suas almas. Tristes de nós, residentes desta terra já pisada, que melancolicamente caminhamos sentindo o perfume passado dos amores outrora mortos; aqueles perfumes das donzelas, das alfazemas: naturais, sobrenaturais. E sem os perfumes, até mesmo sem as roupas, não cobriam suas vergonhas, porque elas -as vergonhas- já nasceram entregues aos seus amados. Ao único amado. 
Tristes de nós, vivos neste século, mas também mortos, que não sabemos o que é amar. Somos como humanos na caverna de Platão, visualizando apenas as sombras deste amor que não conhecemos. Desta vida plena que chamados poesia, mas que nem a potência poética chega aos pés de tão sublime sentimento. Simplesmente porque não há filosofia que o descreva. Não há ação que o resguarde, não há vida que o mate e não há morte que o reviva. É simplesmente uma gota de sensatez no mar da loucura. O amor.

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